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Jiu-Jítsu no Amazonas: Três Professores Presos em Menos de Três Anos por Crimes Sexuais Contra Alunos Jovens

Jiu-Jítsu no Amazonas: Três Professores Presos em Menos de Três Anos por Crimes Sexuais Contra Alunos Jovens
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Jiu-Jítsu no Amazonas: Três Professores Presos em Menos de Três Anos por Crimes Sexuais Contra Alunos Jovens

Em um período alarmante de menos de três anos, o Amazonas registrou a prisão de três professores de jiu-jítsu sob suspeita de cometerem crimes sexuais contra seus alunos. Os casos, que ganharam notoriedade nacional, envolvem vítimas de diversas idades, incluindo crianças, adolescentes e jovens atletas, gerando grande comoção e debates sobre a segurança no ambiente esportivo.

As denúncias e prisões evidenciam uma triste realidade que abala a confiança no ambiente das academias de artes marciais. A gravidade dos crimes, que vão desde abusos sexuais até estupro e exploração, exige atenção redobrada das autoridades e da sociedade civil para garantir a proteção dos praticantes mais vulneráveis.

Conforme informações divulgadas, os incidentes ocorreram em diferentes cidades do estado e em outros locais onde os professores atuavam, revelando um padrão preocupante de conduta criminosa. A investigação e as prisões foram resultado de denúncias feitas pelas próprias vítimas e por seus familiares, muitas vezes encorajados pela coragem de outros que decidiram expor os traumas sofridos.

Primeiro Caso: Abusos em Viagens e Dopagem de Menores

O primeiro caso de repercussão ocorreu em novembro de 2024, com a prisão de Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Ele é investigado por estuprar e explorar sexualmente seus alunos entre 2011 e 2018. As investigações foram iniciadas após três lutadores procurarem a Polícia Civil para denunciá-lo. A prisão do suspeito serviu de gatilho para que outras vítimas se manifestassem.

Um atleta, hoje com 23 anos, compartilhou os traumas vividos na infância. Ele relatou que, durante competições, o professor dava banho em todos os alunos e, à noite, oferecia melatonina para que dormissem. Ao acordarem, os jovens sentiam dor nos órgãos genitais, sem entender o que havia ocorrido. Segundo a polícia, o treinador dopava as vítimas durante viagens e oferecia presentes e favores em troca de abusos. Pelo menos 12 vítimas já foram identificadas, e outras seis aguardam para prestar depoimento.

Segundo Caso: Abusos em Academia Residencial no Interior do Amazonas

Em junho de 2025, outro professor de jiu-jítsu, cujo nome não foi divulgado, foi preso em Humaitá, no interior do Amazonas. Ele é suspeito de estuprar ao menos cinco alunos, todos meninos com idades entre 7 e 11 anos. Os crimes eram praticados dentro da própria academia, que funcionava na residência do investigado. O professor, segundo as investigações, também convidava alguns dos jovens para dormir no local, facilitando a ocorrência dos abusos.

Terceiro Caso: Policial Civil Preso por Abusos Contra Alunas em Manaus

O caso mais recente aconteceu em abril de 2026, com a prisão do treinador Melqui Galvão, que também é policial civil. Ele foi detido em São Paulo após denúncias de abusos contra alunas em Manaus. A investigação começou quando uma adolescente de 17 anos relatou ter sido vítima durante uma competição fora do país. Outras duas vítimas foram identificadas, uma delas com 12 anos na época dos fatos.

A prisão temporária foi cumprida em Manaus, com a colaboração entre as polícias de São Paulo e do Amazonas. A investigação aponta que a adolescente, ex-aluna do treinador, denunciou a prática de atos libidinosos não consentidos durante uma competição internacional. A vítima, que reside nos Estados Unidos, foi ouvida pelas autoridades, assim como seus familiares, fornecendo detalhes cruciais para a investigação.

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