Jéssica Almeida encarna Maria Padilha na Sapucaí, celebrando a ancestralidade e a resistência religiosa em pleno Carnaval do Rio.
A musa da agremiação “Em Cima da Hora” e 2ª Princesa da Corte Real do Carnaval do Rio de Janeiro em 2025, Jéssica Almeida, promete um desfile inesquecível na Marquês de Sapucaí. Ela estará à frente do carro abre-alas, personificando a icônica Maria Padilha no enredo “Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras”.
Em um contexto de crescente intolerância religiosa, a representação de Maria Padilha ganha um significado ainda mais profundo. Jéssica Almeida destaca a dimensão pessoal e espiritual da personagem, ressaltando a importância de levar essa mensagem para a avenida.
“É o meu primeiro ano na Em Cima da Hora e, pra mim, especialmente, está sendo muito honroso, muito significativo, de uma forma muito especial”, celebrou Jéssica. A emoção de vir no abre-alas, representando sua “Maria Padilha”, é algo que ela considera impagável.
A essência de Maria Padilha na avenida
“Maria Padilha é uma essência, é aquilo que você não vê, você não toca, mas ela vive. Ela vive em mim, ela vive em todas nós, ela protege, ela guarda, ela foi viva e hoje, mesmo não estando em terra, ela consegue me guardar, ela consegue me proteger”, explicou Jéssica Almeida sobre a força da personagem que irá representar.
Carnaval como palco de resistência e fé
Jéssica Almeida ressaltou o papel fundamental do Carnaval como espaço de resistência e valorização das religiões de matriz africana. Em um cenário ainda marcado pela intolerância religiosa, a avenida se transforma em um território de afirmação cultural, onde fé, ancestralidade e identidade se entrelaçam.
“Em um momento que se vive tanta intolerância religiosa, é importante sugerir enredos como esse que, cada vez mais se joga luz na defesa da fé e da religiosidade”, afirmou a musa. Ela complementou, enfatizando que a festa, muitas vezes vista apenas como diversão, é, na verdade, uma celebração preta, com raízes profundas na tradição e cultura afro-brasileira.
Estreia honrosa na “Em Cima da Hora”
A estreia de Jéssica Almeida na agremiação “Em Cima da Hora” é vista com grande honra e significado. A escola, que faz parte da Série Ouro, promete trazer um desfile marcante para a Sapucaí, com um enredo que exalta a força feminina e a espiritualidade das Pombagiras.
A importância da representatividade
A escolha de Maria Padilha como tema central do abre-alas e a sua representação por Jéssica Almeida reforçam a importância da representatividade no Carnaval. É um momento de dar voz e visibilidade a entidades espirituais e culturais que, muitas vezes, são alvo de preconceito e desinformação. A avenida se torna um espaço de celebração e respeito à diversidade religiosa e cultural.