A noite foi de emoção e orgulho no Sambódromo de Manaus, quando a Escola de Samba Presidente Vargas abriu a primeira noite do Grupo Especial.
As cores azul e amarela dominaram a arquibancada H, e a homenagem a Isabelle Nogueira deu novo sentido ao retorno da agremiação à elite do Carnaval.
O desfile buscou reafirmar identidade, ancestralidade e a força da mulher amazonense, em uma apresentação que uniu comunidade, símbolos e sonho coletivo, conforme informação divulgada pela Escola de Samba Presidente Vargas.
O enredo e a homenagem
Com o enredo “Com uma flecha e um sonho: Isabelle Nogueira, a força da mulher amazônica”, a Presidente Vargas transformou a avenida em um manifesto visual. Alegorias e fantasias trabalharam elementos da natureza, da ancestralidade e da força indígena, costurando sonho e realidade em cada setor.
A comissão de frente abriu a apresentação sob fogos e levou a plateia às lágrimas, reforçando a aposta em representatividade como marca da retomada da escola ao Grupo Especial.
Reação da comunidade
Na arquibancada, a emoção foi concreta entre moradores da Matinha. O aposentado Paulo César, 60 anos, acompanhava o samba-enredo ao lado da esposa, e disse, “Está chegando a emoção maior ainda. Muito feliz pela minha escola ter voltado ao Grupo Especial”.
Sua esposa, Regina Xerez, complementou, “Não poderia ter enredo melhor”. Próximo à grade, a fisioterapeuta Karla Moreira, 43 anos, beijou a águia símbolo da escola e afirmou, “Estou arrepiada, está muito lindo. A comunidade da Matinha merece isso”.
Significado do retorno ao Grupo Especial
A volta ao Grupo Especial ocorreu após o título no Acesso A em 2025, e a Presidente Vargas aproveitou a oportunidade para reafirmar história e pertencimento. O desfile foi celebrado como recomeço e combustível para sonhar mais alto no Carnaval de Manaus.
Mais que competição, a apresentação serviu para consolidar a imagem da agremiação, a força feminina e a representação da mulher amazônica, temas centrais do enredo e da reação da plateia.