Irã desmente negociação de cessar-fogo com EUA e restringe passagem no Estreito de Ormuz para “inimigos”
O governo do Irã negou veementemente ter solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos, desmentindo as afirmações feitas pelo presidente Donald Trump no último fim de semana. A informação foi divulgada pela agência de notícias iraniana Students News Network (SNN), que citou o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
Segundo Araqchi, o Irã defende que qualquer encerramento de conflitos com Israel e os EUA seja definitivo. A declaração surge em meio a tensões crescentes na região, com o Irã buscando reafirmar sua soberania e poder de barganha.
Apesar da negativa sobre o cessar-fogo, o chanceler iraniano deu o primeiro indicativo de que seu governo poderá permitir a circulação limitada de embarcações no Estreito de Ormuz. Essa via marítima é de vital importância para o comércio global de petróleo.
Estreito de Ormuz: fechado para agressores, aberto para aliados
O ministro Abbas Araqchi afirmou que o Estreito de Ormuz está atualmente fechado apenas para aqueles considerados “inimigos e aqueles que apoiam sua agressão”. Essa declaração sugere uma mudança na política de navegação, com o Irã sinalizando uma postura mais seletiva.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã complementou a informação, acrescentando que países não envolvidos diretamente nos conflitos têm conseguido transitar com seus navios pelo estreito. Essa permissão, no entanto, exige coordenação prévia e autorização das Forças Armadas iranianas.
Irã mantém postura firme em relação a conflitos
A negação do pedido de cessar-fogo reforça a posição do Irã de que qualquer negociação de paz deve ser conclusiva e atender aos seus interesses. O país busca demonstrar força e independência nas suas decisões diplomáticas e militares.
A flexibilização parcial no Estreito de Ormuz, por outro lado, pode ser interpretada como uma tentativa de minimizar impactos econômicos globais, ao mesmo tempo em que se mantém uma demonstração de controle sobre uma rota marítima estratégica. A medida visa, possivelmente, acalmar mercados e parceiros comerciais, sem ceder em sua soberania.