Irã adquire 1.000 drones e eleva o tom contra EUA em meio a escalada de tensões.
O Exército do Irã anunciou a integração de um novo lote de 1.000 drones ao seu arsenal, em um movimento que intensifica as preocupações com a segurança na região. A notícia surge em um momento de acirramento das relações com os Estados Unidos, que ameaçam o país persa com ataques em caso de descumprimento de acordos sobre seu programa nuclear.
O chefe das Forças Armadas iranianas, Amir Hatami, declarou que os novos armamentos foram distribuídos entre os diferentes ramos das Forças Armadas. A agência de notícias semioficial Tasnim reportou que o objetivo é manter e aprimorar as vantagens estratégicas do país para garantir uma “resposta esmagadora” contra qualquer agressor.
Essa movimentação bélica acontece em um contexto de ameaças diretas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que cogita bombardear o território iraniano. O regime do Irã, por sua vez, já sinalizou que qualquer ataque americano iniciará uma guerra entre as duas nações. A atual crise diplomática se agravou após a repressão a protestos populares no Irã neste mês.
Tensão Crescente e Ameaças Mútuas
Donald Trump tem pressionado o Irã, inicialmente pela repressão violenta aos manifestantes e, mais recentemente, pela exigência de um novo acordo para limitar o programa nuclear de Teerã. Em resposta, os EUA enviaram uma “grande armada” para o Oriente Médio, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln, como forma de pressão.
O Kremlin, aliado do Irã, expressou preocupação com a situação, afirmando que um ataque dos EUA ao Irã poderia levar a “consequências muito perigosas” e pediu o fim do “uso da força”.
Irã Declara Guerra Imediata em Caso de Ataque Americano
Em resposta às ameaças americanas, Ali Shamkhani, conselheiro sênior do líder supremo iraniano, declarou que qualquer ação militar dos EUA será considerada o início de uma guerra. Ele afirmou que a resposta iraniana será “imediata, abrangente e sem precedentes”, visando o agressor e seus apoiadores.
Shamkhani desmentiu alegações de Trump de que o Irã estaria buscando negociações, afirmando que não houve contato recente com enviados americanos. A missão do Irã junto à ONU reiterou que o país está aberto ao diálogo, mas não deixará de se defender caso seja atacado.
Histórico de Ameaças e Preparativos Militares
Trump chegou a se gabar da “enorme armada” a caminho do Oriente Médio, relembrando uma operação anterior dos EUA com Israel que bombardeou instalações nucleares iranianas. Ele prometeu que um novo ataque seria “muito pior” e que o “tempo está se esgotando” para um acordo.
O Irã, por sua vez, tem se preparado para o “pior cenário”, incluindo a possibilidade de uma “guerra total”, especialmente após o envio do porta-aviões americano para a região. A repressão a protestos no Irã resultou na morte de pelo menos 6.159 pessoas, segundo ativistas.
Diplomacia e a Busca por um Acordo Nuclear
Apesar das ameaças, o Irã tem se mostrado aberto a negociações, mas não sob pressão militar. A questão nuclear permanece como ponto central nas tensões, com os EUA exigindo limitações rigorosas e o Irã defendendo seu direito ao desenvolvimento pacífico da energia atômica.
A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, na esperança de que um conflito militar em larga escala seja evitado. O reforço do arsenal iraniano com drones demonstra a seriedade com que o país leva as ameaças e sua determinação em se defender.