Irã responsabiliza EUA e Israel por ataques e pede condenação global
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, emitiu um forte pronunciamento nesta segunda-feira (2), acusando os Estados Unidos e Israel por ataques recentes contra uma escola de meninas e um hospital no país. Em postagem na rede social X, Pezeshkian classificou os incidentes como uma “violação de todos os princípios humanitários” e exigiu que a comunidade internacional **condene tais atos**.
Os bombardeios citados ocorreram no sábado (28) contra uma escola no sul do Irã, resultando em 168 mortos, e no domingo (1º) contra um hospital na capital, Teerã. Nem os EUA nem Israel confirmaram, até o momento, serem responsáveis pelos ataques. A fala do presidente iraniano ressalta a gravidade da situação e a tensão crescente na região.
“Um ataque a um hospital é um ataque à vida, e um ataque a uma escola é um ataque ao futuro de uma nação”, declarou Pezeshkian, manifestando solidariedade à nação enlutada. Ele assegurou que a República Islâmica do Irã **”não se calará nem se renderá diante de tais crimes”**, sinalizando uma possível resposta firme à escalada de violência.
Guarda Revolucionária do Irã ameaça e anuncia novos ataques
Em paralelo, a Força Quds, unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, divulgou mensagens ameaçadoras, afirmando que os “inimigos que mataram” o antigo líder supremo Ali Khamenei não estariam seguros “nem mesmo em casa”. Essa declaração surge em um contexto de discursos inflamados, pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressar confiança na vitória americana em sua ofensiva contra Teerã.
A Guarda Revolucionária também informou o lançamento de uma nova onda de ataques com o uso de mísseis, alegando ter atingido o petroleiro Athen Nova com drones no Estreito de Ormuz, uma rota vital para a exportação de petróleo. A ação demonstra a capacidade militar iraniana e a disposição em retaliar.
Trump defende ofensiva e detalha objetivos contra o Irã
Em discurso em Washington, Donald Trump defendeu a **ofensiva americana contra o Irã**, descrevendo-a como a “última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano”. O presidente americano projetou que o conflito pode durar “quatro ou cinco semanas ou mais”, visando destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e **interromper as ambições nucleares** do país, além de seu financiamento a grupos terroristas.
Trump reiterou que os EUA estão destruindo as capacidades de mísseis iranianas e afundaram pelo menos 10 navios do país. Os objetivos declarados da guerra incluem garantir que o Irã jamais possua armas nucleares e que o regime não consiga mais financiar grupos terroristas no Oriente Médio. O presidente americano também mencionou a impossibilidade de retomar diálogos, citando que o Irã “deu para trás” em acordos anteriores.
Conflito deixa militares americanos feridos e mortos
A escalada de tensões também teve um custo para os Estados Unidos. Até o momento, quatro militares americanos tiveram suas mortes confirmadas pelas Forças Armadas, e outros 18 soldados estão feridos em estado grave, conforme noticiado pela CNN Internacional. Estes incidentes ocorreram após ataques retaliatórios iranianos, intensificando o conflito.
Trump reforçou seus argumentos sobre o programa nuclear iraniano e a expansão “rápida e dramática” de seu programa de mísseis, que representam uma ameaça colossal aos EUA e suas bases militares na região. Ele também expressou satisfação por ter derrubado o “horrível acordo nuclear” firmado pelo ex-presidente Barack Obama, reiterando que uma “grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir”.