Manaus vive, mais uma vez, sob o peso da falta de transparência e da sanha arrecadatória da prefeitura. O jornalista Ronaldo Tiradentes usou o programa Manhã de Notícias para jogar luz sobre o que já era evidente para quem circula diariamente pelas ruas da capital: a chamada “indústria da multa”, alimentada e estimulada pela atual gestão de David Almeida (Avante).
A denúncia não é apenas sobre o excesso de multas aplicadas, mas sobre a forma com que a máquina pública tem transformado o trânsito em uma caixa registradora. O discurso oficial fala em “organização da mobilidade urbana” e “segurança viária”. Na prática, o que se vê é um esquema voraz, que arrecada milhões à custa da população, sem qualquer retorno em qualidade de vida, transporte público ou infraestrutura de trânsito.
Ronaldo Tiradentes não escondeu a revolta ao denunciar a chamada “indústria da multa” em Manaus. Para ele, o esquema montado pela gestão de David Almeida não tem nada a ver com segurança no trânsito, mas sim com uma forma disfarçada de roubar o dinheiro da população, transformando cada radar em um instrumento de arrecadação e não de cuidado com o cidadão.
David Almeida, que gosta de posar como “gestor moderno” e “homem do povo”, parece ter encontrado na multa o filão perfeito para equilibrar o caixa e bancar suas aventuras políticas. Enquanto o contribuinte sofre com ruas esburacadas, semáforos quebrados e ônibus caindo aos pedaços, a prefeitura investe pesado em radares, fiscalização eletrônica e contratos suspeitos que, não raramente, despertam questionamentos sobre a real prioridade da administração municipal.
A indignação é legítima: se a prefeitura arrecada tanto com multas, por que o caos no trânsito continua o mesmo? Por que a mobilidade urbana não melhora? Por que os motoristas seguem reféns de um transporte público sucateado e de obras mal planejadas, que travam a cidade em horários de pico?
Mais grave ainda é a sensação de que Manaus foi convertida em laboratório de arrecadação. Uma cidade que deveria planejar mobilidade com inteligência e investir em educação no trânsito está sendo tratada como fonte inesgotável de recursos para sustentar contratos milionários e campanhas de autopromoção.
Ronaldo Tiradentes fez eco ao que o povo já sente na pele: Manaus não precisa de uma prefeitura que transforma cada radar em pedágio urbano disfarçado. Precisa de um gestor que priorize a vida do cidadão e não a engorda dos cofres públicos com uma indústria de multas que mais parece um assalto oficializado.