Idosa de 83 anos sofre com geladeira quebrada há 3 meses e alerta para risco de vida por falta de refrigeração de insulina
Uma senhora de 83 anos, identificada como Larissa Mota, está passando por um verdadeiro drama em Manaus. Ela denuncia a falta de solução por parte da Loja Bemol, onde adquiriu uma geladeira que parou de funcionar há cerca de noventa dias. O problema se agrava pela necessidade de conservar doses diárias de insulina, medicamento essencial para seu tratamento de diabetes.
A situação de Larissa Mota expõe a vulnerabilidade de consumidores idosos e a importância de um atendimento eficaz em casos de produtos essenciais. Sem a geladeira, a rotina da idosa é drasticamente afetada, impactando não apenas sua saúde, mas também a conservação de alimentos e até mesmo o acesso à água potável.
Apesar de cumprir rigorosamente com o pagamento das parcelas, incluindo um valor de entrada de R$ 286,00, a consumidora se vê desamparada. A empresa, por sua vez, alega ter ultrapassado o prazo interno de 15 dias para troca, ignorando as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor. A reportagem buscou contato com a Bemol, mas até o momento, não obteve resposta. O caso serve como um alerta sobre a necessidade de respeito aos direitos do consumidor, especialmente os mais idosos.
Geladeira essencial para a saúde da idosa está sem funcionar há 3 meses
Larissa Mota necessita aplicar insulina em horários específicos: sete da manhã, duas da tarde e nove da noite. A **falta de uma geladeira funcional** coloca em risco a eficácia desse tratamento, pois a insulina requer refrigeração adequada para manter suas propriedades. A idosa relatou que, além do transtorno com os medicamentos, é obrigada a beber água quente e não consegue armazenar alimentos, enfrentando dificuldades diárias.
Assistência técnica e demora na resolução do problema pela Bemol
A situação se complicou após a visita da assistência técnica, que, em duas ocasiões, não conseguiu solucionar o problema. A loja, então, informou que não realizaria a troca do produto, alegando ter passado o prazo interno de 15 dias. Contudo, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) considera a geladeira um item essencial, o que obriga o fornecedor a resolver o problema de forma imediata, garantindo o direito do consumidor.
Impasse no atendimento e falta de sensibilidade com a idosa
Uma tentativa de resolver o impasse presencialmente em uma unidade da Bemol gerou mais frustração. Funcionários da loja se recusaram a fornecer informações sobre o andamento do processo a um representante que acompanhava o caso, sob a justificativa de que não havia um laço de parentesco comprovado. Essa atitude foi vista como uma tentativa de **dificultar o acesso à informação** e uma demonstração de falta de sensibilidade com a condição de vulnerabilidade da idosa.
Direitos do consumidor idoso e o papel das empresas
O representante da consumidora ressaltou que o objetivo não é o reembolso, mas sim obter uma geladeira que funcione para garantir a qualidade de vida e a saúde da idosa. O caso serve como um importante alerta sobre os direitos dos consumidores idosos e a **obrigatoriedade do cumprimento das leis de proteção ao cidadão**. A imagem de uma das maiores lojas do estado pode ser prejudicada por atitudes que não priorizam o bem-estar do cliente, como neste lamentável episódio envolvendo Larissa Mota e sua geladeira essencial.