Trump mantém tom bélico e afirma que campanha militar contra o Irã continuará até a completa realização dos objetivos dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (1º) que a campanha militar americana contra o Irã não cessará enquanto todos os objetivos estabelecidos não forem alcançados. Em um pronunciamento divulgado em suas redes sociais, Trump dirigiu um aviso severo aos militares e membros da Guarda Revolucionária do Irã, ordenando a entrega de armas sob pena de “morte certa”.

O discurso de seis minutos, divulgado no domingo, também sinalizou a intenção dos EUA de vingar a morte de três militares americanos, vítimas da retaliação iraniana. A escalada verbal ocorre em um momento de alta tensão na região, com impactos globais.

O conflito, segundo Trump, pode se estender por aproximadamente quatro semanas, conforme declarado ao jornal britânico “Daily Mail”. Apesar da retórica agressiva, o presidente americano indicou que permanece aberto a negociações com o Irã, embora sem especificar prazos para um possível diálogo sobre o programa nuclear iraniano, que serviu de justificativa para o início da ofensiva.

Ofensiva militar e baixas no Irã: o cenário atual

A campanha militar conjunta entre Estados Unidos e Israel, iniciada no sábado (28), resultou em um número significativo de baixas no Irã. Segundo a imprensa iraniana, baseada em informações do Crescente Vermelho, foram registradas 201 mortes e 747 feridos. Explosões foram reportadas na capital Teerã e em outras cidades, levando o Irã a retaliar com disparos de mísseis contra Israel e ataques a bases americanas no Oriente Médio.

O Exército dos EUA informou que não houve feridos entre seus militares e que os danos às bases americanas na região foram “mínimos”. Em resposta aos ataques, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo mundial, por questões de segurança, de acordo com a agência estatal iraniana Tasnim.

Netanyahu incita protestos e Trump fala em “grande golpe”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva eliminou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, prometendo “milhares de alvos” nos próximos dias. Netanyahu também fez um apelo direto à população iraniana para que se levante contra o regime, incentivando manifestações nas ruas e afirmando que “a ajuda chegou”, em alusão a declarações anteriores de Trump sobre apoiar manifestantes.

Donald Trump, por sua vez, descreveu os ataques como um “grande golpe”, sugerindo que muitos dos negociadores iranianos envolvidos em tratativas recentes faleceram. Ele também mencionou relatos de comemorações nas ruas do Irã e de manifestações de apoio de iranianos no exterior, mas ressaltou a periculosidade da situação atual.

Busca por diálogo e o papel de Omã na mediação

Apesar da intensificação do conflito, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, comunicou ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã está aberta a “esforços sérios” para diminuir a tensão. Omã tem desempenhado um papel de mediador nas negociações nucleares entre EUA e Irã, buscando aproximar as partes em meio a crises diplomáticas recorrentes.

Albusaidi defendeu um cessar-fogo e a retomada do diálogo, visando atender às “demandas legítimas de todas as partes”. A abertura iraniana para negociações, embora presente, contrasta com a firmeza da posição americana expressa por Trump, que mantém a campanha militar como prioridade até o cumprimento de todos os seus objetivos.