Guerra contra Irã: Secretário de Trump define objetivos claros e promete fim rápido, EUA e Israel bombardeiam Teerã e matam líderes iranianos

A guerra contra o Irã, iniciada no último sábado (28) com ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel, não será uma campanha prolongada, assegurou o Secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth. Ele destacou que os objetivos de Washington são claros e decisivos: aniquilar a capacidade nuclear iraniana, o programa de mísseis e a Marinha do país.

Hegseth rechaçou as críticas de que a operação seria uma “guerra sem fim”, comparando-a a conflitos anteriores como o Iraque. “Nossa geração sabe melhor, e Trump também”, afirmou, enfatizando a missão “devastadora e decisiva” em curso. A declaração marca a primeira vez que autoridades americanas detalham explicitamente as metas do conflito.

O Irã, segundo Hegseth, estava planejando uma “chantagem nuclear” contra o mundo. “O Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação”, declarou o secretário, reiterando que os EUA não iniciaram a guerra, mas que o presidente Trump a encerrará.

Objetivos Claros para o Fim da Ameaça Nuclear e de Mísseis

Pete Hegseth detalhou que as ambições nucleares do Irã, os ataques a rotas de navegação globais e o crescente arsenal de mísseis balísticos e drones letais tornaram-se riscos intoleráveis. O Irã utilizava seu poderio militar convencional como um “escudo” para suas aspirações nucleares, com mísseis e drones capazes de atingir bases americanas, o povo e aliados na região.

O Secretário de Guerra também mencionou que o regime iraniano “teve todas as chances” de chegar a um acordo nuclear com os Estados Unidos, mas falhou em fazê-lo. A postura firme de Washington visa impedir que o Irã se torne uma potência nuclear e uma ameaça regional.

Ataque Coordenado e Devastador com Mísseis Tomahawk

O General Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, forneceu detalhes sobre a execução do ataque. Ele revelou que os Estados Unidos empregaram mísseis Tomahawk, conhecidos por sua alta precisão e poder destrutivo, em uma operação marcada por “velocidade, surpresa e violência”.

Segundo Caine, a ofensiva deixou o regime iraniano “sem a habilidade para enxergar ou reagir adequadamente”, minimizando sua capacidade de resposta imediata. O ataque foi autorizado pelo presidente Donald Trump, e sua execução seguiu uma linha do tempo rigorosamente planejada.

Escalada do Conflito e Perdas Significativas

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, deflagrada na manhã de sábado (28), resultou em explosões na capital Teerã e em outras cidades iranianas. O conflito ceifou a vida do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros membros de alto escalão da cúpula militar e governamental.

A organização humanitária Crescente Vermelho do Irã informou que, até a segunda-feira (2), 555 pessoas haviam morrido desde o início dos ataques. Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e bases militares americanas no Oriente Médio, mantendo a troca de bombardeios diários.

Os Estados Unidos reportaram a morte de três militares desde o início da guerra. O presidente Trump prometeu “vingá-los” e desferir um “golpe devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, alertando que mais perdas podem ocorrer antes do fim do conflito.