Dinamarca e Groenlândia em alerta máximo com ambições americanas sobre o território ártico
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, expressou nesta terça-feira (20) um grave alerta sobre as intenções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à Groenlândia. Segundo ela, a situação pode piorar, com o “pior ainda por vir” nas investidas americanas para anexar a ilha.
O premiê groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, ecoou a preocupação, afirmando que a ilha “tem que estar preparada para todos os cenários”. A possibilidade de o uso da força militar, embora improvável, não pode ser descartada, uma vez que Trump deixou claro que essa opção está em jogo.
Frederiksen destacou que, embora negociações sobre política, segurança, investimentos e economia sejam possíveis, valores fundamentais como soberania, identidade nacional e democracia são inegociáveis. Conforme informação divulgada pela imprensa, a premiê dinamarquesa acredita que a questão transcende Dinamarca e Groenlândia, impactando a ordem mundial e reforçando a importância da cooperação com aliados da OTAN.
Trump intensifica pressão pela anexação da Groenlândia
A Casa Branca tem demonstrado um interesse crescente em adquirir a Groenlândia, um território estratégico no Ártico pertencente à Dinamarca. Essa ambição tem gerado uma escalada de tensões sem precedentes com a Europa e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Trump vê a ilha como **vital** para a construção de um escudo antimísseis.
Os Estados Unidos já mantêm uma base militar na ilha, mas sua presença foi significativamente reduzida. Em resposta às recentes ameaças, países como Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia iniciaram o envio de tropas e planejam exercícios militares na Groenlândia.
Sanções e negociações infrutíferas marcam o impasse
Em meio ao impasse, Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 10% sobre oito países europeus que se opõem abertamente ao plano de anexação. A medida, prevista para entrar em vigor em fevereiro de 2026, gerou forte reação europeia.
Tentativas de diálogo, como o encontro entre representantes americanos e os chanceleres dinamarquês e groenlandês, não surtiram efeito. Um “desacordo fundamental” sobre o futuro da ilha persiste, evidenciando a complexidade da situação.
Delegação americana busca amenizar tensões e negociar compra
Uma delegação bipartidária de congressistas americanos visitou a Dinamarca com o objetivo de **amenizar a tensão** entre Washington e Copenhague. O enviado especial de Trump para a Groenlândia, Jeff Landry, expressou a intenção de buscar um acordo para adquirir a ilha nos próximos meses.
Apesar dos esforços diplomáticos, a situação permanece delicada, com a Dinamarca e a Groenlândia firmes na defesa de sua soberania e integridade territorial diante das crescentes pressões dos Estados Unidos.