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Política

Flávio Bolsonaro nega acordo para trocar CPI do Master por dosimetria, mas acusa PT de atrapalhar investigações

Flávio Bolsonaro nega acordo para trocar CPI do Master por dosimetria, mas acusa PT de atrapalhar investigações

Flávio Bolsonaro repudia qualquer acordo envolvendo a CPI do Master e acusa o PT de obstruir investigações

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou veementemente ter participado de qualquer articulação para barrar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do caso Master. Em nota oficial, a equipe do parlamentar classificou como “absurdo” a tentativa de associá-lo a um possível acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ou com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração surge em meio a especulações de que um acordo com a oposição teria viabilizado a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados. Flávio Bolsonaro sustenta que quem tem dificultado a apuração é o Partido dos Trabalhadores (PT), que não teria assinado a instalação da CPMI.

O senador argumenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teme explicações sobre encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro e contratos milionários envolvendo ex-ministros. Conforme divulgado por sua assessoria, Flávio Bolsonaro reafirmou o compromisso com a transparência e a responsabilização, defendendo o avanço das investigações.

O impasse da CPI do Master e o veto presidencial

A instalação de uma CPMI, que reúne deputados e senadores, exige um número mínimo de assinaturas e a leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso. Aliados indicaram que havia uma relutância por parte de Davi Alcolumbre em pautar a CPI do Master, o que criava um impasse, pois sessões conjuntas são necessárias para derrubar vetos presidenciais.

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A insistência na CPI do Master poderia levar Alcolumbre a adiar a sessão conjunta, mantendo de pé o veto de Lula ao PL da Dosimetria. Este projeto, crucial para a defesa de Jair Bolsonaro e outros aliados, visa reduzir penas em casos de crimes cometidos com dolo eventual. A cúpula do Congresso, segundo fontes, busca evitar a repercussão negativa do caso Banco Master, devido às relações de alguns parlamentares com Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.

Articulação para a votação do veto e a CPI da esquerda

O acordo para analisar o veto presidencial sem a leitura prévia da CPI do Master foi selado quando Alcolumbre anunciou a sessão do Congresso. Na ocasião, também foram pautadas a sabatina e a votação da indicação de Jorge Messias para o STF, que acabou sendo rejeitada pelo Senado. O requerimento para a CPI mista do Master, protocolado em fevereiro pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), reuniu 281 assinaturas e foca nas relações de ministros do STF com Daniel Vorcaro.

Paralelamente, a esquerda também articulou a coleta de assinaturas para uma CPI mista, liderada pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS). Essa iniciativa propõe uma investigação sobre o sistema financeiro e as conexões entre fraudes e agentes públicos, demonstrando a diversidade de interesses na pauta de investigações do Congresso.

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