Atentado em boate no Peru choca país com ataque a bomba que deixou 33 feridos

Uma explosão em uma boate na cidade de Trujillo, na costa norte do Peru, deixou ao menos 33 pessoas feridas, entre elas três adolescentes. O incidente ocorreu nas primeiras horas da madrugada de sábado (7) na boate Dali Nightclub, conforme comunicado do Centro de Operações de Emergência local. A região tem sido palco de crescentes atos de violência e atividades criminosas.

As autoridades ainda investigam a autoria e a motivação por trás do ataque com bomba. O número de feridos inclui cinco pessoas em estado grave, que sofreram amputações e ferimentos causados por estilhaços, segundo Gerardo Florián Gómez, diretor executivo da Rede de Saúde de Trujillo. Vítimas estão passando por cirurgias.

Entre os feridos, destacam-se um jovem de 16 anos e dois de 17 anos, evidenciando a gravidade e o alcance do ataque. Testemunhas relataram momentos de pânico, com cacos de vidro espalhados pelo local. A explosão em Trujillo não é um caso isolado, ocorrendo menos de um mês após outro atentado na mesma cidade que danificou 25 casas.

Aumento da violência e extorsão na região

A província de Trujillo, localizada na região de La Libertad, enfrenta sérios problemas relacionados à extorsão e mineração ilegal. Esta área é conhecida por abrigar a maior zona produtora de ouro do Peru, o que atrai grupos criminosos organizados. Dados oficiais indicam um número alarmante de explosões na região, com Trujillo registrando um alto índice.

Em 2025, a região de La Libertad registrou 286 explosões, sendo 136 delas concentradas em Trujillo. Casos recentes incluem a detonação de um artefato explosivo em um prédio do Ministério Público em janeiro, e explosões que danificaram casas e feriram pessoas em agosto e setembro do mesmo ano. Esses incidentes são frequentemente associados a esquemas de extorsão.

Grupos criminosos e expansão de atividades

As autoridades peruanas apontam que esses ataques estão ligados a quadrilhas do crime organizado, com destaque para o grupo conhecido como Los Pulpos. Este grupo tem expandido suas operações criminosas para além das fronteiras do Peru, incluindo o Chile e outros países da região. A violência em Trujillo reflete um problema mais amplo de segurança pública no país.

Fiorella Mantilla, uma das frequentadoras da boate no momento da explosão, descreveu o momento como assustador, relatando ter ficado com cacos de vidro cravados nas pernas. Ela comparou o som da explosão ao desligamento repentino do sistema de som, indicando a força do impacto.