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Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado a 5 anos de prisão por tentativa de lei marcial e pode pegar pena de morte

Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado a 5 anos de prisão por tentativa de lei marcial e pode pegar pena de morte

Ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol condenado a cinco anos de prisão por tentativa de lei marcial

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado a cinco anos de prisão por obstrução da justiça e outras acusações relacionadas à sua tentativa fracassada de impor a lei marcial no país em dezembro de 2024. A sentença, anunciada pelo tribunal do distrito central de Seul, é menor do que os dez anos solicitados pela Promotoria.

Esta é a primeira condenação em uma série de oito julgamentos criminais contra o ex-líder conservador. Yoon Suk Yeol já está preso desde julho de 2025 e sua defesa anunciou que irá recorrer da decisão. A tentativa de golpe contra o Parlamento mergulhou a Coreia do Sul em uma crise política que levou à sua destituição do cargo.

A condenação de Yoon Suk Yeol foca em aspectos relacionados à declaração de lei marcial, onde ele foi considerado culpado de não seguir o devido processo legal e de cometer crimes de obstrução de justiça. O juiz Baek Dae-hyun destacou a **grave atitude de desrespeito à Constituição** por parte do ex-presidente, que tinha o dever de defendê-la.

Ilegalidades processuais e obstrução da justiça detalhadas

Entre as ilegalidades pelas quais Yoon Suk Yeol foi considerado culpado estão a exclusão de funcionários do governo de reuniões cruciais para a imposição da lei marcial, a fabricação de um documento oficial ligado à declaração e a obstrução de investigações ao se esconder em sua residência oficial por semanas. Ele também foi acusado de ordenar a destruição de registros telefônicos oficiais para **eliminar potenciais provas criminais**.

Apesar da condenação, o juiz Baek Dae-hyun informou que Yoon não foi considerado culpado de falsificação de documentos oficiais por falta de provas. A defesa argumenta que o ex-presidente não tinha a intenção de impor totalmente a lei marcial, mas sim de usá-la como um aviso para quebrar o impasse político com o Parlamento, que ele acusava de impor uma “ditadura inconstitucional”.

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Pena de morte como possibilidade em outro julgamento

Apesar da sentença de cinco anos, Yoon Suk Yeol ainda enfrenta outros sete processos. Em um deles, que julga o crime de insurreiçãopor seu papel na orquestração da lei marcial, o ex-presidente pode ser condenado à **pena de morte**. Promotores pediram essa punição, argumentando que Yoon não demonstrou “remorso” por ações que ameaçaram a ordem constitucional e a democracia.

Embora a pena de morte seja uma possibilidade, sua execução é improvável, já que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997. O crime de insurreiçãopode resultar em prisão perpétua ou pena capital, mas nenhuma execução por este crime ocorreu nas últimas décadas. Yoon Suk Yeol decretou lei marcial em 3 de dezembro de 2024, buscando fechar o Parlamento e limitar direitos civis, mas a medida foi derrubada horas depois devido à resistência popular e legislativa.

Primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido

Antes de ser preso, Yoon Suk Yeol resistiu por semanas em sua residência, protegido por sua guarda pessoal. Ele se tornou o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido. Em janeiro de 2025, promotores o indiciaram por insurreiçã o, uma das poucas acusações criminais das quais um presidente no país não possui imunidade.

O ex-líder defende que a declaração da lei marcial foi um exercício legal de sua autoridade presidencial para proteger a nação e manter a ordem constitucional. Ele insistiu que “o exercício dos poderes constitucionais de emergência de um presidente para proteger a nação e manter a ordem constitucional não pode ser considerado um ato de insurreiçã o”. Yoon alega que não havia outra opção a não ser “despertar o povo, que é soberano”, diante do que chamou de “ditadura inconstitucional” imposta pelo partido da oposição.

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