Ex-comandante da GCM de SP, Eliazer Rodella, permanece na ativa um ano após denúncia de violência doméstica
Um ano após ser afastado do comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo por acusações de violência doméstica, Eliazer Rodella ainda está na corporação, respondendo a um processo administrativo e, curiosamente, continua recebendo seu salário integral.
A situação levanta questionamentos sobre a celeridade e as consequências dos processos disciplinares na prefeitura paulistana. Enquanto o caso tramita em sigilo, Rodella segue exercendo funções administrativas, sem cargo de chefia, mas com vínculo ativo.
A ex-mulher de Rodella, Samara Rocha Bragantini, o acusou em abril de 2025 de violência doméstica e psicológica. Na época, ele havia assumido recentemente o comando da GCM, em janeiro do mesmo ano. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) confirmou que o servidor está em atividade administrativa enquanto o processo disciplinar corre, conforme a legislação vigente.
Nomeações e revogações marcam período de afastamento
Apesar de afastado da chefia, Rodella foi nomeado em duas ocasiões para compor grupos de trabalho da GCM após a denúncia. A primeira nomeação ocorreu em maio de 2025, para integrar uma comissão voltada ao desenvolvimento de ações para a Copa do Mundo de futebol feminino de 2027, evento do qual São Paulo será sede.
No entanto, essa indicação foi revogada dez dias depois, após a notícia ganhar repercussão. Uma segunda nomeação ocorreu em setembro de 2025, desta vez para a Superintendência de Ações Ambientais e Especializadas da guarda. Assim como a anterior, essa designação também foi cancelada após questionamentos.
Prefeitura mantém sigilo sobre salário e prazos
A prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, informou que Rodella exerce uma **função administrativa na corporação, sem ocupar cargo de chefia, enquanto tramita o processo disciplinar**. A gestão municipal, contudo, **não divulgou o valor do salário mensal** que o ex-comandante tem recebido ao longo deste último ano.
Adicionalmente, a prefeitura **não forneceu uma estimativa sobre quando o processo administrativo de Eliazer Rodella será concluído**. A reportagem não conseguiu contato com o ex-chefe da GCM para comentar o caso desde seu afastamento.