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Ex-assessor de Trump, John Bolton, pode se declarar culpado e pagar multa milionária em caso de documentos sigilosos

Ex-assessor de Trump, John Bolton, pode se declarar culpado e pagar multa milionária em caso de documentos sigilosos

John Bolton, ex-assessor de segurança nacional de Donald Trump, está prestes a fechar um acordo e se declarar culpado em um caso envolvendo a retenção de documentos classificados. A imprensa americana divulgou nesta quinta-feira (4) que Bolton, que integrou o primeiro governo do republicano e se tornou um de seus críticos após deixar o cargo, poderá evitar um julgamento completo.

Um júri federal em Maryland, próximo a Washington, indiciou Bolton, de 77 anos, em outubro, sob acusações de divulgar e reter documentos relacionados à defesa nacional. Inicialmente, o ex-assessor se declarou inocente das acusações, mas uma nova audiência de acusação foi agendada para 26 de junho, indicando uma possível mudança de estratégia.

Segundo informações da mídia americana, o acordo prevê que Bolton se declare culpado da acusação de reter documentos. Em contrapartida, ele deverá pagar uma multa que, segundo os relatos, **supera os dois milhões de dólares**. Essa resolução visa encerrar o processo judicial de forma mais célere.

Compartilhamento indevido de informações sigilosas

A Justiça acusa John Bolton de ter **abusado de sua posição como assessor de segurança nacional**. A alegação é que ele compartilhou mais de mil páginas de documentos sigilosos com duas pessoas de seu círculo íntimo. Essas pessoas, conforme a mídia local, não possuíam autorização para acessar esse tipo de informação ultrassecreta.

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As informações divulgadas pela imprensa local apontam que as duas pessoas com quem Bolton compartilhou os documentos sensíveis eram sua **esposa e filha**. O compartilhamento de material classificado com indivíduos não autorizados é uma das principais bases da acusação.

Terceira figura política indiciada sob governo Trump

John Bolton se tornou a terceira figura política a ser indiciada desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025. Ele segue os passos de outras personalidades que enfrentaram processos legais, como o ex-diretor do FBI, James Comey, e a procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James. O caso de Bolton adiciona mais um capítulo às complexas questões legais que cercam o ex-presidente e seus associados.

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