Conselho da Paz de Trump debate futuro de Gaza em Washington

O governo dos Estados Unidos está organizando o que seria o primeiro encontro de líderes do Conselho da Paz, com o objetivo principal de discutir o futuro da Faixa de Gaza. A reunião, segundo informações do portal Axios, tem previsão para ocorrer em 19 de fevereiro, na capital americana, Washington.

A iniciativa surge em um momento delicado para a região, marcada por conflitos e pela necessidade de reconstrução. O encontro visa não apenas debater estratégias, mas também mobilizar recursos financeiros para a área. Os planos, no entanto, ainda estão em estágio inicial e sujeitos a alterações.

Paralelamente, o presidente Donald Trump tem um encontro agendado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no dia anterior à possível reunião do Conselho da Paz. Essa coincidência de agendas pode indicar um alinhamento de esforços ou discussões prévias sobre os temas a serem abordados.

Instituto da Paz dos EUA sediará o encontro para arrecadação de fundos

O local escolhido para sediar a conferência é o Instituto da Paz dos Estados Unidos. A expectativa é que o evento funcione como uma plataforma para a arrecadação de fundos destinada à reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca envolver líderes internacionais na busca por soluções para a crise humanitária e de infraestrutura na região.

O que é o Conselho da Paz de Trump

O Conselho da Paz foi formalmente criado por Donald Trump em 22 de janeiro de 2026, durante o Fórum Econômico Mundial. O estatuto do grupo define seu propósito como a promoção da estabilidade, o restabelecimento de governança confiável e legítima, e a garantia de uma paz duradoura em áreas afetadas por conflitos. Trump já expressou que o conselho poderia, em alguns aspectos, assumir um papel similar ao da ONU (Organização das Nações Unidas).

Liderança e composição do Conselho da Paz

Donald Trump ocupa a posição de primeiro presidente do Conselho da Paz, com um mandato de tempo indeterminado. Sua substituição só seria possível mediante renúncia voluntária ou incapacidade de continuar na liderança, exigindo aprovação unânime de todos os integrantes. O presidente americano convidou dezenas de líderes para integrar o conselho, mas a adesão de muitos países ocidentais ainda não foi confirmada, apesar do convite estendido ao Brasil, que ainda avalia sua participação.