Casa Branca emite comunicado sobre influência direta nas decisões do governo venezuelano, com plano de intervenção em três fases
A Casa Branca confirmou nesta quarta-feira (7) que os Estados Unidos mantêm comunicação direta com as autoridades venezuelanas interinas e exercem influência em suas decisões. A afirmação foi feita pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em coletiva de imprensa, sinalizando uma postura assertiva de Washington em relação ao futuro político e econômico da Venezuela.
A estratégia americana para o país sul-americano foi detalhada pelo Secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo ele, o plano se divide em três etapas cruciais, com o objetivo final de promover uma transição de poder fora do controle do chavismo, marcando uma nova era para a nação.
As informações divulgadas pela Casa Branca indicam uma política de intervenção significativa, com foco em estabilização, recuperação econômica e, por fim, uma mudança governamental. Acompanhe os detalhes dessa complexa operação diplomática e econômica.
Fase 1: Estabilização com “Quarentena” Econômica e Apreensão de Petróleo
A primeira etapa do plano americano para a Venezuela, conforme explicado por Marco Rubio, concentra-se na estabilização do país. Uma das medidas centrais para atingir esse objetivo é a imposição de uma “quarentena” no mercado internacional, dificultando a movimentação de recursos venezuelanos. A apreensão de petroleiros faz parte dessa estratégia.
“Eles têm óleo que está preso na Venezuela. Eles não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e porque está sancionado”, declarou Rubio. Ele acrescentou que os EUA planejam apreender entre 30 a 50 milhões de barris de óleo, que serão vendidos no mercado internacional às taxas vigentes, em contraste com os descontos que a Venezuela recebia anteriormente. Essa ação visa sufocar financeiramente o regime atual.
Fase 2: Recuperação Econômica e Reconciliação Nacional
A segunda fase, denominada “recuperação”, visa garantir que empresas americanas, do leste e outras tenham acesso justo ao mercado venezuelano. Simultaneamente, o plano prevê o início de um processo de reconciliação nacional dentro da Venezuela. A amnistia e a libertação de opositores políticos presos são pontos-chave dessa etapa, buscando reintegrá-los à sociedade civil e ao processo de reconstrução do país.
Essa abordagem busca não apenas a reestruturação econômica, mas também a cura das divisões políticas internas. A libertação de presos políticos e o incentivo à participação da oposição são vistos como essenciais para a construção de uma nova base social e política para a Venezuela, abrindo caminho para uma futura estabilidade.
Fase 3: Transição de Poder como Objetivo Final
A terceira e última fase do plano americano é a transição de poder. Este é o objetivo derradeiro da estratégia delineada por Washington, que busca afastar o chavismo do controle governamental e abrir espaço para novas lideranças. A transição é vista como o culminar dos esforços de estabilização e recuperação econômica.
A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no sábado (3) intensificou o cenário político, com sua vice, Delcy Rodríguez, assumindo o poder interinamente. O plano de três fases dos EUA, agora tornado público, indica que Washington está ativamente moldando os próximos passos da Venezuela, com o controle de recursos e a influência política como ferramentas primordiais.