EUA Elevam Tom e Ameaçam Ações Militares Contra Vizinhos que Não Cooperarem na Luta Contra Narcotráfico e Rivais Globais

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgou uma nova Estratégia Nacional de Defesa que sinaliza uma postura mais assertiva no Hemisfério Ocidental. O documento, publicado na última sexta-feira (23), detalha planos para **assegurar a dominância militar e comercial dos EUA** em áreas estratégicas, desde o Ártico até a América do Sul.

A estratégia, que complementa a de Segurança Nacional de dezembro, delineia como o governo Trump pretende implementar seus objetivos. A mensagem principal é clara: os EUA esperam cooperação de seus vizinhos na luta contra o narcotráfico e a influência de rivais como Rússia e China.

No entanto, a cooperação é apresentada com um ultimato. O documento afirma que, embora os EUA atuarão de boa-fé com países como Canadá, América Central e do Sul, eles estarão **prontos para “adotar ações focadas e decisivas”** caso seus interesses não sejam atendidos. Essa nova doutrina foi batizada de **”Corolário Trump à Doutrina Monroe”**, e as Forças Armadas estão preparadas para aplicá-la com rapidez e precisão, conforme informado pelo Departamento de Guerra.

Intervenção na Venezuela Citada como Exemplo de Ação Decisiva

Um ponto de destaque na nova estratégia é a menção explícita à **Operação Resolução Absoluta**, que resultou na prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro. O Departamento de Guerra utilizou essa intervenção como um exemplo do tipo de ação militar que os Estados Unidos podem empregar no futuro contra regimes ou governos que obstruam seus objetivos na região.

Essa abordagem demonstra a determinação do governo Trump em **reforçar a influência americana** e **expulsar adversários estratégicos** do continente, buscando consolidar o que consideram ser “o nosso hemisfério”, conforme declarado anteriormente após a operação na Venezuela.

EUA Buscam Expulsar China e Rússia e Dominar Rotas Estratégicas

A Estratégia Nacional de Defesa dos EUA visa explicitamente **deter a China e a Rússia** no Hemisfério Ocidental. O documento detalha que a política de defesa se baseia em “paz por meio da força”, começando pelas fronteiras americanas e estendendo-se ao monitoramento e contenção de rivais globais.

Para alcançar seus objetivos, os EUA planejam “delegar” a responsabilidade de lidar com a Rússia e a Coreia do Norte a seus aliados, como a OTAN, Coreia do Sul e Japão, respectivamente. Ao mesmo tempo, o país se reserva o direito de **ataques militares diretos contra organizações de “narcoterrorismo”** em qualquer lugar das Américas.

Pressão sobre Canadá e México para Fechar Fronteiras

Um aspecto significativo da nova política é a intenção de **obrigar o Canadá e o México a cooperarem ativamente no fechamento das fronteiras dos EUA**. O objetivo é impedir a entrada de imigrantes ilegais e o trânsito de “narcoterroristas”, aumentando a responsabilidade dos vizinhos no que os EUA chamam de “fardo da segurança compartilhada”.

A estratégia também enfatiza a necessidade de **garantir o acesso militar e comercial dos EUA a áreas consideradas fundamentais**, como o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia. Essa movimentação reflete um esforço para consolidar o controle e a projeção de poder americano em pontos geográficos de alta relevância estratégica.

Narcotráfico e Influência de Rivais São Alvos Principais

A luta contra o **narcotráfico** é apresentada como um alvo militar prioritário, com os EUA declarando o direito de realizar ataques diretos contra organizações criminosas transnacionais. Essa postura visa não apenas combater o crime, mas também **minar a influência de grupos e nações que se beneficiam ou apoiam essas atividades ilícitas**.

A estratégia, portanto, sinaliza um período de maior assertividade e potencial confronto no Hemisfério Ocidental, com os Estados Unidos dispostos a usar sua força militar para impor sua agenda e proteger seus interesses, exigindo cooperação ativa de seus vizinhos.