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Brasil

Em menos de uma semana, Lulinha vira alvo do terceiro inquérito no STF; PF também apura vazamento de sigilo

Em menos de uma semana, Lulinha vira alvo do terceiro inquérito no STF; PF também apura vazamento de sigilo

Brasília – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um novo inquérito policial que investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Esta é a terceira investigação envolvendo o filho do presidente Lula autorizada pela Justiça nos últimos seis dias.

O pedido partiu da Polícia Federal (PF) e apura a atuação de um grupo suspeito de manter negócios ilícitos em áreas do governo federal. Paralelamente, Dino também deu sinal verde para uma quarta investigação, solicitada pela PF, para apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso.

As investigações contra Lulinha se acumulam desde o fim de julho. No dia 30, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações no Ministério da Saúde. No dia seguinte, Mendonça avalizou uma segunda investigação sobre um possível favorecimento a empresários que buscavam contratos com a Dataprev e outros órgãos federais.

De acordo com a PF, os novos inquéritos não tratam diretamente de fraudes em benefícios previdenciários, mas sim de uma possível atuação de Lulinha em favor de lobistas e empresários junto a áreas do governo. Os casos foram revelados no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em aposentadorias do INSS.

Defesa e reação do Planalto

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Em nota, a defesa de Lulinha afirmou que recebe a nova investigação com tranquilidade e que confia na condução do caso pelo ministro Flávio Dino. Os advogados reiteraram que o filho do presidente não tem relação com as irregularidades e afirmaram que vão usar o inquérito para esclarecer suas atividades pessoais e profissionais.

A defesa também criticou o que classifica como “vazamentos seletivos e criminosos” de informações e acusou setores da PF de serem “instrumentalizados por interesses político-eleitorais”, embora tenha reconhecido os esforços da direção da corporação para manter sua autonomia.

Nos bastidores, aliados do presidente Lula afirmam que ele já tem um discurso alinhado para o período eleitoral: “não poupar ninguém que tenha culpa no cartório”, incluindo o próprio filho. A equipe presidencial também nega que Lulinha tenha conseguido vantagens no governo para beneficiar terceiros. Assessores de Lula reconhecem que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) explorará o tema, mas garantem que o presidente manterá essa postura ao longo da corrida eleitoral.

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