Cheia de Rios Coloca Eirunepé em Emergência e 11 Cidades em Alerta no Amazonas
A forte cheia dos rios no Amazonas elevou o nível de alerta no estado, com o município de Eirunepé sendo o primeiro a decretar situação de emergência. A medida visa agilizar o apoio às famílias afetadas pelas inundações que já atingem diversas comunidades ribeirinhas.
Outras 11 cidades, incluindo Boca do Acre, Carauari e Lábrea, encontram-se em alerta oficial, enquanto mais 13 municípios seguem em fase de atenção, com monitoramento constante das equipes técnicas. A situação exige uma resposta rápida e coordenada do poder público para mitigar os impactos.
Diante do cenário preocupante, o governador Wilson Lima convocou o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para traçar estratégias de prevenção e assistência. A prioridade, segundo o governador, é antecipar as ações de ajuda humanitária e de saúde, antes que a enchente atinja seu pico, conforme informado pelo governo do estado.
Ações Urgentes para Mitigar Impactos da Enchente
O governador Wilson Lima enfatizou a importância de se antecipar aos eventos, declarando que a meta é organizar a resposta antes do ápice da cheia para reduzir os danos sociais, econômicos e de saúde. Ele destacou que o governo está preparado para enviar suprimentos essenciais, como cestas básicas, kits de higiene e limpeza, além de reforçar o envio de insumos médicos para prevenir e combater doenças típicas deste período.
Municípios em Alerta e Atenção
Além de Eirunepé, que já se encontra em situação de emergência, os municípios de Boca do Acre, Carauari, Ipixuna e Lábrea estão entre os que recebem atenção especial. A Defesa Civil monitora de perto a evolução dos rios Juruá e Purus, cujos picos de cheia são esperados para as próximas semanas. A previsão aponta que o sistema hidrológico indica que nove calhas de rios estão em processo de enchente, com expectativa de chuvas acima da média nas regiões oeste e centro-sul do estado.
Previsão e Estimativa de Impacto
As projeções indicam que a cheia pode impactar cerca de 35 municípios, afetando aproximadamente 173 mil famílias, o que representa mais de 690 mil pessoas. O secretário da Defesa Civil, Francisco Máximo, ressaltou a necessidade de garantir a continuidade de serviços essenciais como energia, água e telecomunicações. A Defesa Civil está trabalhando em conjunto com outros órgãos para assegurar que todas as medidas preparatórias e mitigadoras sejam implementadas a tempo, permitindo um enfrentamento organizado da crise hídrica.
Medidas de Apoio e Prevenção em Andamento
As ações planejadas incluem a distribuição de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, o envio de medicamentos e vacinas, e o reforço no transporte para comunidades isoladas. Para o setor educacional, estão sendo pensadas alternativas pedagógicas, como o programa Aula em Casa, caso as escolas sejam atingidas. O Corpo de Bombeiros também atua com a Operação Inverno Amazônico, focada na prevenção de deslizamentos e erosões, garantindo um plano de contingência abrangente para a população amazonense.