Leite vê pesquisas atuais como termômetro do eleitor, não de intenção de voto.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, avaliou o desempenho de pré-candidatos do PSD em pesquisas eleitorais, minimizando os resultados atuais. Segundo ele, o momento é propício para entender o humor do eleitorado, e não para definir intenções de voto consolidadas.

Leite destacou a alta rejeição a nomes como o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontando que ambos têm índices significativos de eleitores que afirmam não votar neles em nenhuma hipótese.

Esses números, conforme o último Datafolha, mostram Lula com 46% de rejeição e Flávio Bolsonaro com 45%, em empate técnico. Em contrapartida, os pré-candidatos do PSD aparecem com índices menores: Ratinho Jr. com 19%, Eduardo Leite com 15% e Ronaldo Caiado com 14%.

PSD busca definição de candidatura presidencial até abril.

A declaração de Eduardo Leite ocorreu durante evento em São Paulo, onde políticos do PSD têm participado de ações conjuntas. A sigla busca definir seu nome para a disputa presidencial até 15 de abril, com a promessa de que os pré-candidatos que não forem escolhidos apoiarão o nome eleito.

Na pesquisa de intenção de votos, Ratinho Jr. lidera entre os nomes do PSD, com 7% em um cenário de primeiro turno contra Lula (38%) e Flávio Bolsonaro (32%). Ronaldo Caiado aparece com 4% e Eduardo Leite com 3%.

Em simulações de segundo turno contra Lula, Ratinho Jr. também se sai melhor entre os três, com 41% das intenções de voto, ante 45% do petista. Leite acredita que o eleitor ainda não conhece todo o “cardápio” de opções e que os nomes mais conhecidos, como Lula e Flávio Bolsonaro, ainda dominam o cenário.

Eduardo Leite defende busca por “terceira via” e reformas estruturais.

O governador gaúcho defende a possibilidade de construir uma “terceira via” que dialogue tanto com a esquerda não-lulista quanto com a direita não-bolsonarista. Para ele, é possível conciliar a “legítima preocupação social” com uma “política firme de segurança pública”.

Leite também comentou sobre a grave situação política e institucional do país, citando a investigação do Banco Master que envolve ministros do STF. Ele defendeu a discussão sobre a idade mínima para ministros da corte e a situação das emendas parlamentares.

Ele criticou o foco em discussões sem perspectiva de futuro, exemplificando com debates sobre temas triviais. Leite reafirmou sua pré-candidatura nas redes sociais, destacando a necessidade de superar a polarização ideológica que, segundo ele, “não produz solução”.