Dólar em forte queda e Ibovespa em alta com fim de guerra iminente, segundo Trump
O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de reviravoltas significativas. O dólar comercial registrou uma forte queda, praticamente anulando os ganhos acumulados desde o início do conflito no Oriente Médio. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira apresentou alta expressiva, aproximando-se de um novo patamar histórico.
O petróleo, que havia chegado a flertar com os US$ 120 o barril durante a madrugada, também mostrou recuo acentuado. O principal gatilho para essas movimentações foi a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que a guerra no Oriente Médio está perto do fim.
Essa onda de otimismo, impulsionada pelas palavras do líder americano, trouxe um respiro para a economia e para os investidores. A redução das tensões internacionais se reflete diretamente nas cotações das moedas e commodities, com expectativas de maior estabilidade no cenário global. Conforme informações divulgadas pela Reuters, o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,165, com uma queda de R$ 0,079, o que representa uma desvalorização de 1,52%.
Dólar atinge menor patamar desde fevereiro e euro cai abaixo de R$ 6
A moeda americana encerrou o pregão desta segunda-feira (9) cotada a R$ 5,165, marcando o menor valor desde 27 de fevereiro, véspera do início dos bombardeios ao Irã. A cotação do dólar apresentou volatilidade ao longo do dia, abrindo em R$ 5,28, mas desacelerando com investidores realizando lucros. A queda se intensificou após a fala de Trump, levando a cotação para perto de R$ 5,20 antes do recuo final.
Com essa desvalorização, o dólar acumula uma queda de 5,89% em relação ao real em 2026. O euro comercial também sentiu o impacto das boas notícias, fechando o dia a R$ 5,99, pela primeira vez abaixo da marca de R$ 6 desde 21 de fevereiro do ano passado. Esse movimento demonstra um cenário de maior apetite por risco e menor busca por ativos considerados seguros.
Ibovespa reage com força e se aproxima dos 181 mil pontos
O mercado de ações brasileiro celebrou o alívio nas tensões globais com uma forte recuperação. O índice Ibovespa, principal termômetro da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou o dia aos 180.915 pontos, registrando uma alta expressiva de 0,86%. O índice já operava com leve alta de 0,2% até as 16h, quando disparou após a declaração de Trump.
Em entrevista à rede de televisão CBS, o presidente americano afirmou acreditar que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo inicial estimado de quatro a cinco semanas de conflito. Essa perspectiva de resolução rápida do conflito trouxe um forte impulso para o mercado de ações.
Petróleo Brent recua após atingir picos com tensões no Oriente Médio
Antes da declaração de Trump, o petróleo do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, apresentava alta expressiva, chegando a subir cerca de 7% e sendo negociado em torno de US$ 97 o barril. Durante a madrugada, o Brent chegou a atingir o pico de US$ 119,50, impulsionado pelas incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.
Minutos após as declarações do presidente americano, a cotação do petróleo Brent sofreu uma queda abrupta, recuando para US$ 88 o barril. Além da mudança de postura de Trump, outros fatores contribuíram para a contenção da alta do petróleo, como o anúncio de ajuda do G7 ao setor petrolífero e a possibilidade de envio de fragatas pela França para proteger navios no Estreito de Ormuz, o que ajudou a aliviar a pressão sobre os preços.