Dólar em baixa e Ibovespa no vermelho: entenda os fatores que movimentaram o mercado financeiro nesta quinta-feira.
O cenário econômico desta quinta-feira foi marcado por uma queda expressiva do dólar frente ao real, impulsionado por um alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos. A moeda americana fechou vendida a R$ 5,032, registrando um recuo de 0,57%.
Apesar do respiro no câmbio, a bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, não acompanhou a tendência de alta e encerrou o pregão em território negativo, com desvalorização de 0,39%. A cautela em relação à política de juros no Brasil e o desempenho das ações da Petrobras foram fatores determinantes para o resultado.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (28), refletindo o impacto de eventos globais e locais no humor dos investidores. Acompanhe os detalhes que moldaram o dia nos mercados.
Alívio no Oriente Médio e dados americanos impulsionam o real
A redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio foi o principal motor da queda do dólar. Notícias sobre um possível entendimento preliminar entre Estados Unidos e Irã para ampliar o cessar-fogo e retomar negociações sobre o programa nuclear iraniano diminuíram a busca global por ativos de segurança, como o dólar.
Paralelamente, a divulgação do índice PCE nos Estados Unidos, principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), veio ligeiramente abaixo das expectativas. Esse dado reforçou a percepção de que a inflação americana está sob controle, o que tende a favorecer moedas de países emergentes, como o real brasileiro.
Apesar da queda de 0,57% nesta quinta-feira, o dólar acumula uma alta de 1,60% em maio. No entanto, no acumulado de 2026, a divisa apresenta uma desvalorização de 8,33%, mostrando um comportamento volátil no ano.
Ibovespa recua apesar de recordes em Nova York
Em contraste com o desempenho do câmbio, o Ibovespa fechou em queda de 0,39%, aos 175.063 pontos. O índice brasileiro foi pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que acompanharam a volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional.
As ações preferenciais da estatal recuaram 0,72%, enquanto as ordinárias caíram 1,16%. Esse movimento ocorreu mesmo com o anúncio de reajuste da gasolina nas refinarias pela companhia, evidenciando que outros fatores dominaram o sentimento do mercado.
A cautela em relação à evolução dos juros no Brasil também pesou sobre o Ibovespa. Indicadores de inflação e a perspectiva de que a taxa Selic pode ter seu ritmo de corte desacelerado pelo Banco Central geram incertezas, mesmo com sinais de desaceleração da atividade econômica.
Petróleo oscila com incertezas no Oriente Médio
Os preços do petróleo apresentaram forte volatilidade ao longo do dia, influenciados pelas notícias vindas do Oriente Médio. O petróleo Brent, referência para a Petrobras, avançou 0,49%, fechando a US$ 92,70 o barril, enquanto o WTI subiu 0,25%, a US$ 88,90.
A expectativa de um acordo que pudesse reabrir o Estreito de Ormuz chegou a pressionar as cotações para baixo. Contudo, as incertezas persistentes sobre o conflito e relatos de novos ataques na região mantiveram os investidores em alerta, resultando em uma alta moderada nos contratos futuros de petróleo.