CPI do Crime Organizado ouve hoje Cecília Olliveira, do Instituto Fogo Cruzado, e Bellini Santana, funcionário do Banco Central afastado por decisão do STF.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realiza nesta terça-feira, 24 de março de 2026, oitiva com duas figuras de destaque em suas respectivas áreas. Estarão presentes a jornalista Cecília Olliveira, fundadora do Instituto Fogo Cruzado, e Bellini Santana, que ocupava a chefia do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central.
A participação de Bellini Santana na CPI é particularmente relevante, visto que ele foi recentemente afastado de seu cargo por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O afastamento levanta questionamentos sobre a natureza das informações que ele poderá fornecer à comissão.
Cecília Olliveira é reconhecida por seu trabalho pioneiro no monitoramento da violência armada no Brasil através do Instituto Fogo Cruzado. Sua expertise em mapear e analisar dados sobre criminalidade pode trazer à CPI uma perspectiva crucial sobre a atuação de grupos criminosos.
Já Bellini Santana, em sua posição estratégica no Banco Central, supervisionava um setor vital para a estabilidade do sistema financeiro. As perguntas dirigidas a ele deverão, presumivelmente, abordar a conexão entre atividades financeiras e o crime organizado, um dos focos centrais da CPI.
O Trabalho do Instituto Fogo Cruzado sob os Holofotes
Cecília Olliveira comanda o Instituto Fogo Cruzado, uma organização que se tornou referência no registro e análise da violência armada em diversas cidades brasileiras. O trabalho do instituto utiliza tecnologia e dados para mapear tiroteios e outros incidentes violentos, fornecendo um panorama detalhado da insegurança pública.
A expectativa é que Olliveira compartilhe com a CPI informações sobre os padrões de violência observados, possíveis conexões com organizações criminosas e o impacto dessas ações na sociedade. Sua participação visa trazer para o debate parlamentar uma visão baseada em evidências concretas sobre a realidade da criminalidade.
Bellini Santana e o Afastamento Decidido Pelo STF
O depoimento de Bellini Santana é um dos pontos mais aguardados da sessão. O funcionário do Banco Central foi afastado de suas funções por decisão do ministro André Mendonça, do STF. Embora os motivos exatos do afastamento não tenham sido detalhados publicamente, a medida indica a gravidade das investigações em curso.
A CPI busca entender qual seria a ligação de Santana com atividades suspeitas ou com a supervisão de operações financeiras que possam ter sido utilizadas por grupos criminosos. Sua atuação no Departamento de Supervisão Bancária o coloca em uma posição chave para esclarecer possíveis falhas ou conivências no sistema financeiro.
O Papel Estratégico da Supervisão Bancária
O Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central desempenha um papel fundamental na manutenção da integridade do sistema financeiro nacional. Ele é responsável por fiscalizar e regular as instituições bancárias, garantindo que operem dentro das normas e evitando práticas fraudulentas ou ilegais.
A atuação de Bellini Santana nesta área estratégica pode ter implicações diretas na forma como o crime organizado utiliza o sistema bancário para lavar dinheiro, financiar suas operações ou movimentar recursos ilícitos. A CPI espera obter dele informações valiosas sobre os mecanismos de controle e as vulnerabilidades existentes.
Acompanhe a Sessão Ao Vivo
A oitiva conjunta de Cecília Olliveira e Bellini Santana está sendo transmitida ao vivo, permitindo que o público e os parlamentares acompanhem os desdobramentos desta importante fase da CPI do Crime Organizado. As informações prestadas por ambos poderão lançar nova luz sobre as complexas teias do crime organizado no Brasil.