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Corrupção nas sombras: pregão da CSC vira escândalo de favorecimento em série

Corrupção nas sombras: pregão da CSC vira escândalo de favorecimento em série

Empresários denunciam direcionamento escancarado em licitação bilionária para maternidades no Amazonas. Órgãos de controle assistem calados.

Segundo denúncias anônimas recebidas pelo Portal Jornal Digital, apenas uma empresa estaria recebendo tratamento privilegiado no Pregão nº 330/2025. Referente aos serviços que deverão ser prestados nas seguintes maternidades da capital manauara: Ana Braga, Azilda Marreiro, Balbina Mestrinho, Chapot Prevost, Dr. Antenor Barbosa e Nazira Daou. Conforme as informações, os pregoeiros estariam concedendo prazos de habilitação maiores e repassando informações privilegiadas ao proponente de número 4 da licitação.

A Central de Serviços Compartilhados (CSC) do Estado do Amazonas virou palco de um dos episódios mais escandalosos de favorecimento empresarial dos últimos tempos. O Pregão nº 330/2025, destinado a atender todas as maternidades do estado por meio de lotes divididos, está sendo acusado de beneficiar uma única empresa, o proponente nº 4, em todos os lotes, atropelando regras, concorrência e qualquer vestígio de moralidade pública.

A denúncia é grave: enquanto outras empresas são desclassificadas por erros ínfimos (como uma vírgula fora do lugar), o proponente favorito tem tido chance após chance de corrigir documentos, ajustar planilhas e manter sua posição privilegiada. A empresa favorecida sequer figurava entre as primeiras colocadas, aparecia em 12º lugar, mas passou misteriosamente a ser tratada como vencedora em cinco reaberturas do certame.

O diretor da empresa Madim, uma das prejudicadas, entrou com mandado de segurança após sua empresa ser descartada sem explicação objetiva. A Justiça acatou o pedido e intimou a CGL a prestar esclarecimentos. A denúncia é clara: há um tratamento desigual, manipulação de critérios e blindagem descarada para beneficiar uma só empresa.

O presidente da CSC, Walter Siqueira, é apontado como figura central do esquema. Empresários denunciam que pregoeiros estariam cobrando entre 5% e 10% de propina para garantir a vitória nos processos. Quem não paga, dança. Quem paga, leva tudo.

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Não para por aí. A empresa ALS, já denunciada anteriormente, também figura entre as beneficiadas, mantendo contratos milionários sob suposta proteção do gerente de contratos da SES, a Secretaria de Estado de Saúde. A conexão entre as irregularidades em diferentes licitações, CSC, SES e até o Emoran aponta para um esquema institucionalizado de direcionamento.

“As licitações no Amazonas já têm dono”, afirma um empresário, sob condição de anonimato. Ele garante: provas, documentos e depoimentos serão levados ao Ministério Público, TCE, TCU e outros órgãos competentes. A pressão agora é pública.

Nem o Corem escapou. A presidente da autarquia, ao ser alertada de irregularidades similares, mandou auditar e cancelar a licitação. Um raro exemplo de integridade em meio ao mar de lama.

A população paga a conta. O governador Wilson Lima, que ainda tem dois anos de mandato, é citado diretamente: “Se quiser sair com algum resquício de moral, que comece a limpar a casa agora.” A limpeza passa por demitir os envolvidos, punir os culpados e abrir as caixas-pretas da CSC.

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