Procuradoria Sul-Coreana Pede Pena Capital para Ex-Presidente Yoon Suk Yeol

A Coreia do Sul pode testemunhar um desfecho drástico no caso do ex-presidente Yoon Suk Yeol. Nesta terça-feira (13), promotores sul-coreanos solicitaram a pena de morte para o ex-líder, que foi destituído e preso em 2025 após uma tentativa fracassada de instituir lei marcial no país.

A solicitação foi feita durante a audiência final do julgamento por insurreiçãorealizado em Seul, segundo informações da agência de notícias sul-coreana Yonhap. Yoon Suk Yeol é apontado pela acusação como o “líder da insurreiçã”, em um processo que chocou a nação e expôs profundas divisões políticas.

O ex-presidente, que teve seu impeachment confirmado em 3 de abril, segue sendo investigado por sua controversa decisão de decretar lei marcial em dezembro de 2024. A medida visava, segundo ele, conter a influência de agentes pró-Coreia do Norte, mas não encontrou respaldo em evidências suficientes, conforme apontam as investigações.

O Julgamento e as Acusações Contra Yoon Suk Yeol

Promotores descreveram Yoon Suk Yeol, de 65 anos, como o principal articulador de uma insurreiçã que buscava a permanência no poder através do controle do Judiciário e do Legislativo. A acusação formal, apresentada à Corte Constitucional sul-coreana, classifica a ação como uma tentativa de golpe de Estado.

Yoon, por sua vez, nega veementemente todas as acusações. Seus advogados argumentam que a lei marcial foi uma medida de aviso para quebrar um impasse político, e não uma tentativa de impor controle total. No entanto, a defesa não conseguiu apresentar evidências que sustentassem essa tese.

O caso de Yoon Suk Yeol é particularmente grave, pois a insurreiçã é uma das poucas acusações criminais das quais um presidente sul-coreano não possui imunidade. O crime, previsto em lei, pode ser punido com prisão perpétua ou pena de morte, embora execuções por este motivo não ocorram há décadas.

A Crise Política e o Legado da Lei Marcial

O decreto de lei marcial emitido por Yoon Suk Yeol em 3 de dezembro de 2024 mergulhou a Coreia do Sul em uma profunda crise política que se estendeu por todo o ano de 2025. A tentativa de fechar o Parlamento e restringir direitos civis enfrentou forte resistência de legisladores e da população, resultando na derrubada da medida poucas horas após seu anúncio.

O país, com um histórico de golpes de Estado, viu a situação se agravar. Após a destituição de Yoon, o novo presidente, Lee Jae-myung, assumiu o cargo e tem trabalhado para estabilizar a política e a economia sul-coreana.

Yoon Suk Yeol foi indiciado por insurreiçã em janeiro de 2025. Antes de ser detido, ele resistiu por semanas em sua residência, protegido por seu corpo de segurança. Sua prisão marcou um momento histórico, sendo o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido.

O Futuro de Yoon Suk Yeol e as Implicações para a Coreia do Sul

A decisão final sobre a pena de Yoon Suk Yeol está nas mãos do Judiciário. A pena de morte, embora solicitada pela procuradoria, representa um cenário extremo e levanta debates sobre a justiça e a punição em casos de crimes contra o Estado.

O caso Yoon Suk Yeol e a tentativa de lei marcial deixam um **legado complexo** para a Coreia do Sul, reacendendo discussões sobre a fragilidade democrática e a importância da separação de poderes. A nação aguarda, com apreensão, o desfecho deste julgamento histórico.