Justiça do Amazonas impõe penas severas em segundo julgamento sobre rebelião sangrenta em presídio de Manaus.
Três réus foram condenados a penas que somam 368 anos de prisão em regime fechado pela participação nas mortes de quatro detentos durante uma rebelião na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa. O motim, ocorrido em 8 de janeiro de 2017, foi uma resposta direta a uma chacina anterior em outro presídio da capital amazonense.
As investigações apontam que a rebelião foi planejada como retaliação à chacina que vitimou detentos no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj) poucos dias antes. O ataque na cadeia pública aconteceu apenas quatro dias após a sua reativação, evidenciando a rápida e brutal resposta.
Este é o segundo julgamento relacionado ao caso. Um outro réu já havia sido condenado a 168 anos de prisão em processo anterior. A Justiça do Amazonas ainda prevê o julgamento de outros detentos envolvidos nos crimes. As informações foram divulgadas pela Justiça do Amazonas.
Condenações Detalhadas e Acusações
O julgamento, realizado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, culminou nas seguintes condenações: Janderson Rolin Matos, conhecido como “Passarinho”, foi sentenciado a 282 anos de prisão; Jones dos Remédios Martins, o “Bactéria”, recebeu pena de 50 anos; e Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela”, foi condenado a 36 anos de prisão. Todos em regime fechado.
Os réus foram condenados pelos homicídios qualificados de Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho. Além disso, foram sentenciados por tentativas de homicídio contra outros seis detentos, cujos nomes constam nos autos do processo.
Durante o julgamento, Janderson Rolin Matos e Jones dos Remédios Martins optaram por responder aos interrogatórios. Ronildo Nogueira da Silva, por outro lado, exerceu seu direito de permanecer em silêncio durante a sessão.
Próximos Julgamentos e Continuidade do Processo
A Justiça do Amazonas já programou as datas para os próximos julgamentos relacionados a este caso. Entre os dias 4 e 8 de maio deste ano, serão julgados Fabrício Duarte Araújo, Rômulo Brasil da Costa (o “LH”), Herrison Ilemy da Silva Lobato (o “Jow Jow”) e Ailton Santos da Silva (Major).
Posteriormente, entre 29 de junho e 3 de julho, será a vez de Laerte Maciel Lopes Júnior (“Catatau”), Eduardo Sousa Ferreira (“Fantasma”) e Fábio dos Santos Taveira (“Fabinho”) serem submetidos ao Tribunal do Júri. A expectativa é que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados pelos crimes cometidos.