Arquivo de Denúncia - Portal i9 Amazonas https://portali9amazonas.com/category/denuncia/ Informação com credibilidade e dinamismo! Thu, 16 Oct 2025 21:12:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://i0.wp.com/portali9amazonas.com/wp-content/uploads/2025/01/cropped-ICONE-PORTAL-I9-AMAZONAS.png?fit=32%2C32&ssl=1 Arquivo de Denúncia - Portal i9 Amazonas https://portali9amazonas.com/category/denuncia/ 32 32 240468202 Metástase da corrupção: esquema desvia milhões da saúde e aprofunda o caos no Amazonas https://portali9amazonas.com/metastase-da-corrupcao-esquema-desvia-milhoes-da-saude-e-aprofunda-o-caos-no-amazonas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=metastase-da-corrupcao-esquema-desvia-milhoes-da-saude-e-aprofunda-o-caos-no-amazonas Thu, 16 Oct 2025 21:00:37 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3438 MANAUS — A ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um sofisticado esquema de fraudes, superfaturamento e conluio entre empresários e…

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MANAUS — A ação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um sofisticado esquema de fraudes, superfaturamento e conluio entre empresários e servidores públicos, resultando no desvio de mais de R$ 1 milhão em recursos que deveriam ser destinados ao atendimento da população.

Os contratos sob investigação envolvem unidades autônomas da rede pública de saúde e expõem a fragilidade dos mecanismos de controle e fiscalização. A cada nova operação, seja Sangria, Jogo Marcado ou agora Metástase, o sistema de saúde volta ao centro das críticas, mostrando um cenário de gestão precária e vulnerável a práticas ilícitas.

Saúde em colapso e falta de transparência

Nos últimos anos, o sistema público de saúde tem enfrentado um colapso silencioso: hospitais superlotados, maternidades sem insumos, pacientes aguardando por meses, exames e cirurgias. Enquanto isso, milhões de reais desaparecem em contratos suspeitos, frequentemente justificados por urgência ou autonomia administrativa. A Operação Metástase mostra que essa “autonomia” foi usada como cortina de fumaça para a corrupção e o favorecimento.

A tentativa de atribuir a responsabilidade a gestões passadas ou a servidores isolados já não convence a população, que sente na pele as consequências do descaso. A cada escândalo revelado, cresce a sensação de que a corrupção se tornou sistêmica e a impunidade, regra.

Reincidência e omissão

A repetição de esquemas semelhantes indica falta de vigilância e de comprometimento com a ética na administração pública. Mesmo após diversas operações anteriores, as falhas de controle interno permanecem e continuam permitindo o avanço de irregularidades. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) segue sendo o epicentro de escândalos e alvo de sucessivas investigações, um retrato da ausência de transparência e da negligência com os recursos públicos.

Enquanto as autoridades tentam minimizar o impacto das denúncias, a população paga o preço de um sistema que, ao longo dos anos, tratou a saúde como moeda de troca. A corrupção que assola os hospitais públicos vai além do desvio de verbas: destrói a confiança, corrói a moral e aprofunda o sofrimento de quem mais depende do serviço público.

Um sistema em crise permanente

O Amazonas vive um cenário de sucessivas crises, operações policiais e desconfiança generalizada. A Operação Metástase é mais um capítulo de um enredo marcado pela má gestão e pela falta de compromisso com o interesse coletivo.

Enquanto as investigações avançam, os cidadãos continuam à espera de algo que parece cada vez mais distante: uma administração verdadeiramente comprometida com a vida, a transparência e o bem público.

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Operação Metástase expõe rede familiar que desviava milhões da saúde no Amazonas https://portali9amazonas.com/operacao-metastase-expoe-rede-familiar-que-desviava-milhoes-da-saude-no-amazonas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=operacao-metastase-expoe-rede-familiar-que-desviava-milhoes-da-saude-no-amazonas https://portali9amazonas.com/operacao-metastase-expoe-rede-familiar-que-desviava-milhoes-da-saude-no-amazonas/#comments Thu, 16 Oct 2025 15:07:35 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3407 MANAUS — Uma teia de corrupção que sangrou os cofres públicos e agravou o colapso da saúde no Amazonas foi desvelada nesta quinta-feira (16) com a deflagração da Operação Metástase,…

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MANAUS — Uma teia de corrupção que sangrou os cofres públicos e agravou o colapso da saúde no Amazonas foi desvelada nesta quinta-feira (16) com a deflagração da Operação Metástase, conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas (MPAM). A ação é a segunda fase da Operação Jogo Marcado e escancara como um grupo familiar estruturou um sofisticado esquema de fraudes e propinas em contratos milionários da saúde estadual.

A ofensiva cumpre 27 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 1 milhão. Também foram impostas suspensões de servidores públicos, quebras de sigilo telemático e proibições de contratar com a administração pública. Participam da operação 120 agentes públicos, entre eles 16 auditores da CGU.

Núcleo familiar e fraudes em série

As investigações revelam que uma única família controlava diversas empresas, usadas para simular concorrência em licitações e manipular valores em conluio com agentes públicos. Essas companhias operavam em maternidades, prontos-atendimentos e unidades administradas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), incluindo contratos com a Fundação Centro de Oncologia do Amazonas (FCecon).

O esquema envolvia pagamento de propinas, superfaturamento de contratos e entregas fictícias, desviando verbas federais destinadas à manutenção de serviços essenciais. O resultado foi devastador: falta de insumos, unidades sobrecarregadas e pacientes desassistidos. O que deveria financiar a vida, financiou o lucro ilícito de poucos. Cada nota superfaturada representou uma medicação a menos, um leito sem estrutura e um atendimento negado um efeito deletério profundo sobre a sociedade amazonense.

Continuação de um escândalo milionário

A Operação Metástase é o desdobramento direto da Operação Jogo Marcado, que inicialmente investigava fraudes em contratos esportivos. O avanço das apurações revelou que o mesmo grupo expandiu sua atuação para o setor da saúde, transformando o que era um jogo de corrupção em um verdadeiro câncer administrativo, com ramificações que atingem diversas frentes do serviço público.

Entre os principais alvos está Valter Siqueira Britto, apontado como um dos articuladores do esquema. Segundo o MPAM, Britto desempenhava papel estratégico na intermediação de contratos e movimentação de valores ilícitos, funcionando como elo entre empresários e servidores. Sua atuação foi decisiva para a consolidação da rede criminosa, que usava empresas de fachada e influência política para manipular resultados e garantir a continuidade dos contratos fraudulentos.

Favorecimento da ALS: dois pesos e duas medidas

Outro ponto crítico das investigações envolve a empresa ALS (Proponente 17), favorecida em licitação no dia 17 de julho de 2025. O pregoeiro, contrariando regras do edital, desconsiderou divergências graves entre valores unitários e globais da proposta, o que deveria ter levado à imediata desclassificação da empresa. Ainda assim, a ALS foi mantida no certame.

Além disso, as assinaturas eletrônicas apresentadas eram inválidas e emitidas por terceiros, em desacordo com as normas legais. Mesmo diante de tais irregularidades, o Centro de Serviços Compartilhados (CSC) validou a participação da empresa, afrontando os princípios de legalidade, isonomia e moralidade.

Conforme a denúncia, o verdadeiro proprietário da ALS seria o servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, impedido por lei de contratar com o Estado. Ele teria utilizado o próprio filho como laranja, em parceria com André Scariot e o enfermeiro conhecido como “Andrezinho”, ambos já investigados pela Justiça Federal por envolvimento em outros esquemas fraudulentos.

Deleite da corrupção, prejuízo da sociedade

O caso ilustra, mais uma vez, como a corrupção sistêmica corrói o que há de mais essencial: o direito à saúde e à dignidade. Enquanto empresários e agentes públicos enriqueciam, mães aguardavam atendimento em corredores lotados, pacientes com câncer enfrentavam falta de medicamentos e profissionais da saúde lutavam sem estrutura para salvar vidas. A Operação Metástase não apenas expõe um crime financeiro, mas revela o custo humano da improbidade, um rastro de dor e indignação que se espalha como a própria doença que lhe dá nome.

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Milhões na conta e alerta atrasados: a chuva que escancara a falha da gestão de David Almeida em Manaus https://portali9amazonas.com/milhoes-na-conta-e-alerta-atrasados-a-chuva-que-escancara-a-falha-da-gestao-de-david-almeida-em-manaus/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=milhoes-na-conta-e-alerta-atrasados-a-chuva-que-escancara-a-falha-da-gestao-de-david-almeida-em-manaus https://portali9amazonas.com/milhoes-na-conta-e-alerta-atrasados-a-chuva-que-escancara-a-falha-da-gestao-de-david-almeida-em-manaus/#comments Tue, 14 Oct 2025 20:57:15 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3402 Enquanto a população enfrenta alagamentos e medo, o sistema de alerta da Defesa Civil, comandado pela gestão municipal, segue falhando, mesmo após contratos milionários. Mais uma vez, Manaus amanheceu sob…

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Enquanto a população enfrenta alagamentos e medo, o sistema de alerta da Defesa Civil, comandado pela gestão municipal, segue falhando, mesmo após contratos milionários.

Mais uma vez, Manaus amanheceu sob o caos das chuvas intensas e da desorganização pública. A Defesa Civil emitiu apenas na tarde desta terça-feira (14) um alerta de chuva intensa e risco de alagamentos para a capital e municípios da Região Metropolitana, um aviso tardio para quem já enfrentava ruas alagadas, enxurradas e prejuízos.

O alerta, válido até as 15h30, veio horas depois de as primeiras pancadas fortes atingirem diferentes zonas da cidade. Estações meteorológicas registraram volumes expressivos em bairros como União, com 38,6 mm de chuva, Puraquequara, com 29,4 mm, e Colônia Antônio Aleixo, com 27,5 mm. Enquanto isso, os órgãos públicos apenas recomendaram atenção e pediram que a população ligasse para os números de emergência, um discurso repetido que já não convence mais.

A ineficiência no sistema de alerta causa revolta quando se observa que a gestão de David Almeida vem gastando milhões de reais em contratos e projetos ligados à Defesa Civil e ao monitoramento climático. Mesmo com tanto investimento, os alerta continuam chegando atrasados, as sirenes seguem inoperantes em muitas áreas de risco e as enchentes continuam castigando as mesmas comunidades ano após ano.

Críticos afirmam que a prioridade da atual gestão parece estar mais voltada para contratos do que para resultados. Enquanto as chuvas expõem a falta de planejamento urbano e a fragilidade dos sistemas de drenagem, o prefeito segue se beneficiando politicamente da imagem de gestor presente, mas ausente nas soluções concretas.

Bairros inteiros sofrem com alagamentos recorrentes, e famílias veem suas casas tomadas pela água antes mesmo de qualquer aviso oficial. Em áreas como Jorge Teixeira, São José e Educandos, moradores relatam que não recebem nenhum tipo de alerta, dependendo apenas das redes sociais e da observação do céu.

A promessa de um sistema moderno de alerta, anunciada em gestões anteriores e reforçada por David Almeida, nunca saiu efetivamente do papel. O que resta é o improviso. Servidores tentam responder a emergências que poderiam ser evitadas com planejamento e tecnologia, ambas disponíveis, mas mal utilizadas.

Enquanto a Prefeitura tenta justificar o atraso dos alertas com explicações técnicas, a realidade é simples: Manaus sofre porque falta gestão, não porque falta aviso da natureza. Os temporais não são novidade, mas a repetição do descaso sim.

Em vez de respostas ágeis, o que se vê é uma administração que parece mais preocupada em faturar com contratos do que em proteger a população. A chuva passa, o alerta chega tarde e a indignação permanece.

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Justiça suspende licitação milionária do Detran-AM em meio a denúncias de favorecimento à ALS https://portali9amazonas.com/justica-suspende-licitacao-milionaria-do-detran-am-em-meio-a-denuncias-de-favorecimento-a-als/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=justica-suspende-licitacao-milionaria-do-detran-am-em-meio-a-denuncias-de-favorecimento-a-als Tue, 30 Sep 2025 17:39:26 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3347 Manaus, 25 de setembro de 2025 – A Justiça do Amazonas suspendeu liminarmente a licitação nº 144/2025 do Detran-AM, que previa contrato de R$ 88 milhões em cinco anos para…

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Manaus, 25 de setembro de 2025 – A Justiça do Amazonas suspendeu liminarmente a licitação nº 144/2025 do Detran-AM, que previa contrato de R$ 88 milhões em cinco anos para fornecimento de 600 mil placas veiculares. Caso prorrogado, o montante poderia ultrapassar R$ 200 milhões, com estimativa de até 1,2 milhão de placas.

A decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública apontou fortes indícios de fraude, direcionamento e descumprimento de exigências do edital pela empresa Innova Placas, declarada vencedora. Entre as irregularidades, constam inconsistências contábeis, ausência de comprovação de capital mínimo e fragilidade nos atestados de capacidade técnica.

O juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza destacou que o contraste era gritante: enquanto o edital exigia produção em larga escala, a Innova teria fabricado pouco mais de 5 mil placas em toda sua trajetória no Rio Grande do Sul. “Em uma primeira vista, não resta reconhecida a capacidade técnica da empresa vencedora, o que evidencia a probabilidade do direito”, afirmou o magistrado ao determinar a suspensão imediata da adjudicação, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Suspeitas se repetem: o caso da ALS

A suspensão reacende um debate recorrente no Amazonas: o favorecimento à empresa ALS em processos licitatórios. Denúncias dão conta de que a companhia vem sendo privilegiada em certames conduzidos pela Comissão Setorial de Licitação (CSC), reduzindo a competitividade e prejudicando outras empresas do setor.

O Pregão nº 068/2025 é emblemático. O caso, que chegou ao Tribunal de Justiça por envolver secretários de Estado, expôs um modus operandi já conhecido: direcionamentos, manobras administrativas e fragilidades no processo de julgamento das propostas. Empresários afirmam que a prática virou regra, não exceção.

No dia 17 de julho de 2025, a ALS foi mantida na disputa mesmo após apresentar propostas com divergências graves entre valores unitários e globais, situação que deveria resultar em desclassificação imediata. Além disso, assinaturas eletrônicas inválidas, emitidas por terceiro, foram ignoradas pelo pregoeiro. A ata do processo mostra que as falhas foram relativizadas pelo CSC, o que evidencia tratamento desigual entre concorrentes.

Indícios de fraude estrutural

As denúncias apontam ainda que o verdadeiro dono da ALS seria o servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, legalmente impedido de contratar com o Estado. Para driblar a lei, ele usaria o próprio filho como laranja, com apoio de aliados como André Scariot e o enfermeiro conhecido como “Andrezinho”. O grupo, segundo acusação formal, já é investigado pela Justiça Federal por participação em fraudes de grande escala.

Conivência e silêncio institucional

No centro das acusações está o presidente da CSC, Valter Siqueira Brito, apontado como articulador de um núcleo de pregoeiros de confiança, responsável por eliminar concorrentes incômodos e favorecer aliados. Até o momento, o CSC não explicou por que empresas com documentação irregular foram mantidas na disputa, enquanto outras foram sumariamente desclassificadas.

Mais grave que as manobras internas é o comportamento dos órgãos de controle. Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Ministério Público de Contas (MPC-AM) e Controladoria-Geral do Estado (CGE-AM) permanecem inertes diante de denúncias robustas. O silêncio, diante de indícios tão claros, soa como conivência. Cada relatório engavetado e cada omissão reforçam a percepção de que o sistema de fiscalização no Amazonas não tem força nem independência para enfrentar o poder político e econômico que sustenta o esquema.

Um divisor de águas para a Justiça e para o Amazonas

O escândalo do Pregão nº 068/2025 e a suspensão da licitação nº 144/2025 expõem um mesmo problema: a corrupção sistêmica em contratos milionários do Estado, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública. Estima-se que R$ 300 milhões, que deveriam financiar atendimentos hospitalares e salvar vidas, estejam sob risco de serem desviados em esquemas de enriquecimento ilícito.

Enquanto hospitais seguem sucateados, pacientes morrem em filas de espera e a saúde pública colapsa, o Estado do Amazonas se vê novamente envolto em suspeitas de fraudes e direcionamentos.

A sociedade exige respostas. Cabe agora ao Ministério Público, à Polícia Federal e ao Judiciário demonstrar independência e coragem para romper o ciclo de impunidade. O desafio não é apenas suspender contratos suspeitos, mas desmontar uma engrenagem que há anos drena recursos públicos e condena a população à precariedade.

Seja no pregão nº 068, envolvendo a ALS, ou na licitação nº 144/2025, com a Innova Placas, o que se repete é o mesmo enredo: favorecimento, conivência e silêncio oficial. A diferença está em quem terá coragem de enfrentar o esquema e devolver ao povo do Amazonas a transparência que a Constituição garante, mas que, até aqui, tem sido sistematicamente negada.

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Escândalo de R$ 300 milhões expõe a covardia dos órgãos fiscalizadores no Amazonas https://portali9amazonas.com/escandalo-de-r-300-milhoes-expoe-a-covardia-dos-orgaos-fiscalizadores-no-amazonas-2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=escandalo-de-r-300-milhoes-expoe-a-covardia-dos-orgaos-fiscalizadores-no-amazonas-2 Thu, 18 Sep 2025 13:05:36 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3307 Manaus – Um novo e grave escândalo de corrupção abala o Amazonas. O Pregão Eletrônico nº 068/2025, promovido pela Central de Serviços Compartilhados (CSC/AM) e avaliado em R$ 300 milhões, está…

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Manaus – Um novo e grave escândalo de corrupção abala o Amazonas. O Pregão Eletrônico nº 068/2025, promovido pela Central de Serviços Compartilhados (CSC/AM) e avaliado em R$ 300 milhões, está no centro de denúncias que apontam fraudes, direcionamento e conivência da cúpula responsável pela condução do certame. O empresário Sergio Chalub afirma que o processo licitatório, que deveria garantir transparência e igualdade, se transformou em um balcão de negócios milionário, onde empresas reincidentes em irregularidades foram favorecidas em detrimento de concorrentes que cumpriram integralmente as exigências do edital.

A denúncia mais contundente partiu do próprio Chalub, que qualificou a situação como a consolidação da “Máfia das Licitações” no Amazonas. Segundo ele, empresas como ALS, Mamoré e UNI+ formam um grupo criminoso que atua em conjunto com setores internos da CSC para manipular resultados. Documentos já foram encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPE-AM) e ações judiciais foram protocoladas pedindo investigação e punição aos responsáveis.

O caso MADIM: desclassificação arbitrária

Um dos episódios mais escandalosos ocorreu no Lote 08 do Pregão 068/2025, quando a empresa MADIM (Proponente 10) foi desclassificada no dia 24/04/2025, às 10h52min24s. O motivo registrado pelo pregoeiro foi simplesmente “documentos insatisfatórios”. Entretanto, a decisão ignorou o subitem 12.13 do edital, que prevê diligência para sanar dúvidas ou inconsistências formais antes de qualquer eliminação.

Na prática, a MADIM foi punida de forma sumária, sem direito de defesa e sem explicações concretas, levantando suspeita de favorecimento direto a outras empresas, sobretudo a Mamoré, da ex-gestora Francisnalva Mendes Rodrigues, beneficiada com a exclusão da concorrente.

O esquema de Francisnalva Mendes Rodrigues

Ex-diretora do Hospital 28 de Agosto, ex-secretária do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas (FES-AM) e ex-secretária municipal de Saúde de Coari, Francisnalva hoje atua como empresária à frente da Mamoré. A habilitação de sua empresa, em meio a irregularidades, expõe o conflito de interesses de uma ex-gestora que passou a explorar, em benefício próprio, as portas que ela mesma ajudou a abrir.

A atuação da Mamoré reforça suspeitas de um esquema articulado entre Francisnalva e o presidente da CSC, Walter Siqueira Brito, acusado de acobertar todo o processo.

Favorecimento da ALS: dois pesos e duas medidas

Outro ponto nebuloso envolve a empresa ALS (Proponente 17), favorecida em 17/07/2025. O pregoeiro registrou em ata que consideraria apenas os valores unitários, ignorando divergências graves com os valores globais da proposta. Essa manobra, que deveria levar à desclassificação imediata, manteve a empresa no páreo.

Além disso, a proposta da ALS apresentou assinaturas eletrônicas inválidas, emitidas por terceiro (Saxtul do Brasil), em desacordo com o edital. Mesmo diante das irregularidades, o CSC validou a participação da empresa, violando princípios constitucionais de legalidade, isonomia e moralidade.

A denúncia aponta ainda que o verdadeiro dono da ALS seria o servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, que, impedido legalmente de assumir contratos com o Estado, usa o filho como laranja. Junto de André Scariot e do enfermeiro conhecido como “Andrezinho”, Keginaldo integra uma quadrilha já investigada pela Justiça Federal.

Conivência e silêncio oficial

O presidente da CSC, Walter Siqueira Brito, é acusado de comandar um núcleo de pregoeiros de confiança, estruturado para eliminar concorrentes incômodos e favorecer aliados. Até agora, a CSC não apresentou justificativas consistentes para a desclassificação da MADIM, tampouco esclareceu por que empresas com documentação irregular foram mantidas na disputa. O silêncio institucional reforça a percepção de que há um esquema de favorecimento interno sustentado por alianças políticas e empresariais.

Os órgãos fiscalizadores: entre o medo e a conivência

Mais grave que as manobras do CSC é o silêncio ensurdecedor dos órgãos de controle. Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, Ministério Público de Contas do Estado do Amazonas, Controladoria-Geral do Estado do Amazonas, limitam-se a assistir de camarote o avanço da fraude. Enquanto empresários denunciam uma máfia consolidada, os fiscais da lei se escondem atrás da burocracia, como se estivessem amedrontados diante do poder político e econômico que sustenta o esquema.

Essa omissão beira a cumplicidade. A cada silêncio, a cada relatório engavetado, esses órgãos reforçam a sensação de que o sistema de controle no Amazonas não tem força nem independência para enfrentar quem rouba a saúde pública. Em vez de coibir abusos, parecem se tornar parte do problema, legitimando, com sua inércia, a dilapidação de recursos que deveriam salvar vidas.

Um teste para a Justiça e para o Amazonas


O escândalo do Pregão 068/2025 expõe, mais uma vez, o terreno fértil da corrupção na saúde do Amazonas, setor historicamente saqueado por fraudes e contratos direcionados. Agora, cabe ao Ministério Público e ao Judiciário mostrar que não estão capturados por esse mesmo jogo de interesses. O Estado do Amazonas assiste, mais uma vez, à repetição de práticas que desviam milhões de reais da saúde pública, enquanto a população continua sofrendo com hospitais sucateados, falta de atendimento e mortes evitáveis nos corredores do sistema. R$ 300 milhões, que deveriam salvar vidas, estão sob ameaça de virar combustível de negociatas e enriquecimento ilícito, enquanto os órgãos fiscalizadores que deveriam proteger o interesse coletivo preferem o silêncio covarde à responsabilidade constitucional, e a Justiça assiste a tudo calada.

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Manaus – Um novo e grave escândalo de corrupção abala o Amazonas. O Pregão Eletrônico nº 068/2025, promovido pela Central de Serviços Compartilhados (CSC/AM) e avaliado em R$ 300 milhões, está no centro de denúncias que apontam fraudes, direcionamento e conivência da cúpula responsável pela condução do certame. O empresário Sergio Chalub afirma que o processo licitatório, que deveria garantir transparência e igualdade, se transformou em um balcão de negócios milionário, onde empresas reincidentes em irregularidades foram favorecidas em detrimento de concorrentes que cumpriram integralmente as exigências do edital.

A denúncia mais contundente partiu do próprio Chalub, que qualificou a situação como a consolidação da “Máfia das Licitações” no Amazonas. Segundo ele, empresas como ALS, Mamoré e UNI+ formam um grupo criminoso que atua em conjunto com setores internos da CSC para manipular resultados. Documentos já foram encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPE-AM) e ações judiciais foram protocoladas pedindo investigação e punição aos responsáveis.

O caso MADIM: desclassificação arbitrária

Um dos episódios mais escandalosos ocorreu no Lote 08 do Pregão 068/2025, quando a empresa MADIM (Proponente 10) foi desclassificada no dia 24/04/2025, às 10h52min24s. O motivo registrado pelo pregoeiro foi simplesmente “documentos insatisfatórios”. Entretanto, a decisão ignorou o subitem 12.13 do edital, que prevê diligência para sanar dúvidas ou inconsistências formais antes de qualquer eliminação.

Na prática, a MADIM foi punida de forma sumária, sem direito de defesa e sem explicações concretas, levantando suspeita de favorecimento direto a outras empresas, sobretudo a Mamoré, da ex-gestora Francisnalva Mendes Rodrigues, beneficiada com a exclusão da concorrente.

O esquema de Francisnalva Mendes Rodrigues

Ex-diretora do Hospital 28 de Agosto, ex-secretária do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas (FES-AM) e ex-secretária municipal de Saúde de Coari, Francisnalva hoje atua como empresária à frente da Mamoré. A habilitação de sua empresa, em meio a irregularidades, expõe o conflito de interesses de uma ex-gestora que passou a explorar, em benefício próprio, as portas que ela mesma ajudou a abrir.

A atuação da Mamoré reforça suspeitas de um esquema articulado entre Francisnalva e o presidente da CSC, Walter Siqueira Brito, acusado de acobertar todo o processo.

Favorecimento da ALS: dois pesos e duas medidas

Outro ponto nebuloso envolve a empresa ALS (Proponente 17), favorecida em 17/07/2025. O pregoeiro registrou em ata que consideraria apenas os valores unitários, ignorando divergências graves com os valores globais da proposta. Essa manobra, que deveria levar à desclassificação imediata, manteve a empresa no páreo.

Além disso, a proposta da ALS apresentou assinaturas eletrônicas inválidas, emitidas por terceiro (Saxtul do Brasil), em desacordo com o edital. Mesmo diante das irregularidades, o CSC validou a participação da empresa, violando princípios constitucionais de legalidade, isonomia e moralidade.

A denúncia aponta ainda que o verdadeiro dono da ALS seria o servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, que, impedido legalmente de assumir contratos com o Estado, usa o filho como laranja. Junto de André Scariot e do enfermeiro conhecido como “Andrezinho”, Keginaldo integra uma quadrilha já investigada pela Justiça Federal.

Conivência e silêncio oficial

O presidente da CSC, Walter Siqueira Brito, é acusado de comandar um núcleo de pregoeiros de confiança, estruturado para eliminar concorrentes incômodos e favorecer aliados. Até agora, a CSC não apresentou justificativas consistentes para a desclassificação da MADIM, tampouco esclareceu por que empresas com documentação irregular foram mantidas na disputa. O silêncio institucional reforça a percepção de que há um esquema de favorecimento interno sustentado por alianças políticas e empresariais.

Os órgãos fiscalizadores: entre o medo e a conivência

Mais grave que as manobras do CSC é o silêncio ensurdecedor dos órgãos de controle. Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, Ministério Público de Contas do Estado do Amazonas, Controladoria-Geral do Estado do Amazonas, limitam-se a assistir de camarote o avanço da fraude. Enquanto empresários denunciam uma máfia consolidada, os fiscais da lei se escondem atrás da burocracia, como se estivessem amedrontados diante do poder político e econômico que sustenta o esquema.

Essa omissão beira a cumplicidade. A cada silêncio, a cada relatório engavetado, esses órgãos reforçam a sensação de que o sistema de controle no Amazonas não tem força nem independência para enfrentar quem rouba a saúde pública. Em vez de coibir abusos, parecem se tornar parte do problema, legitimando, com sua inércia, a dilapidação de recursos que deveriam salvar vidas.

Um teste para a Justiça e para o Amazonas


O escândalo do Pregão 068/2025 expõe, mais uma vez, o terreno fértil da corrupção na saúde do Amazonas, setor historicamente saqueado por fraudes e contratos direcionados. Agora, cabe ao Ministério Público e ao Judiciário mostrar que não estão capturados por esse mesmo jogo de interesses. O Estado do Amazonas assiste, mais uma vez, à repetição de práticas que desviam milhões de reais da saúde pública, enquanto a população continua sofrendo com hospitais sucateados, falta de atendimento e mortes evitáveis nos corredores do sistema. R$ 300 milhões, que deveriam salvar vidas, estão sob ameaça de virar combustível de negociatas e enriquecimento ilícito, enquanto os órgãos fiscalizadores que deveriam proteger o interesse coletivo preferem o silêncio covarde à responsabilidade constitucional, e a Justiça assiste a tudo calada.

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Prefeitura de Manaus gasta R$ 58 milhões em tampas de bueiro enquanto viaduto Rei Pelé segue com risco de acidente https://portali9amazonas.com/prefeitura-de-manaus-gasta-r-58-milhoes-em-tampas-de-bueiro-enquanto-viaduto-rei-pele-segue-com-risco-de-acidente/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=prefeitura-de-manaus-gasta-r-58-milhoes-em-tampas-de-bueiro-enquanto-viaduto-rei-pele-segue-com-risco-de-acidente Tue, 16 Sep 2025 17:12:19 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3284 Manaus – A recém-inaugurada estrutura do Viaduto Rei Pelé, na zona leste da capital amazonense, já expõe o descaso da Prefeitura de Manaus com a segurança da população. Um bueiro…

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Manaus – A recém-inaugurada estrutura do Viaduto Rei Pelé, na zona leste da capital amazonense, já expõe o descaso da Prefeitura de Manaus com a segurança da população. Um bueiro sem tampa, aberto há pelo menos quatro dias no trecho da avenida Itaúba para quem segue pela avenida Itaituba, bairro São Jorge, tem colocado motoristas e motociclistas em constante perigo.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o risco. “Viaduto Rei Pelé aqui, pessoal. Um buracão. Cuidado, gente. Está perigoso. Botem nos grupos aí. Está perigoso. Está guardando alguém morrer aí”, alerta um homem no vídeo que denuncia a situação.

A gravidade do problema vai além do risco de acidentes: escancara a contradição entre o cenário das ruas e os gastos milionários da gestão do prefeito David Almeida (Avante). Em 2023, a Prefeitura firmou contrato de R$ 58,1 milhões com a empresa Construban Serviços e Construções Ltda para fornecimento e instalação de 4.875 tampas e grelhas de bueiros, confeccionadas em fibra de vidro e resina de poliéster.

Segundo o despacho de homologação publicado no Diário Oficial do Município em 20 de outubro de 2023, a Construban venceu os três lotes da Concorrência Pública nº 004/2023-CML-PM, cada um avaliado em mais de R$ 19,3 milhões. Em 2025, com o 1º termo aditivo, já foram liquidados R$ 1,6 milhão desse contrato.

Enquanto os números avançam nos papéis oficiais, na prática a população enfrenta buracos abertos em vias recém-inauguradas, que transformam obras públicas em armadilhas. A denúncia sobre o viaduto Rei Pelé reforça um contraste cada vez mais evidente: a distância entre o volume de recursos que sai dos cofres municipais e a realidade de quem circula diariamente pelas ruas de Manaus.

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Escândalo de R$ 300 milhões na CSC: empresário denuncia fraude e favorecimento em licitação da saúde no Amazonas https://portali9amazonas.com/escandalo-de-r-300-milhoes-na-csc-empresario-denuncia-fraude-e-favorecimento-em-licitacao-da-saude-no-amazonas-2/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=escandalo-de-r-300-milhoes-na-csc-empresario-denuncia-fraude-e-favorecimento-em-licitacao-da-saude-no-amazonas-2 Tue, 16 Sep 2025 13:51:20 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3277 Manaus – Um novo e grave escândalo de corrupção abala o Amazonas. O Pregão Eletrônico nº 068/2025, promovido pela Central de Serviços Compartilhados (CSC/AM) e avaliado em R$ 300 milhões,…

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Manaus – Um novo e grave escândalo de corrupção abala o Amazonas. O Pregão Eletrônico nº 068/2025, promovido pela Central de Serviços Compartilhados (CSC/AM) e avaliado em R$ 300 milhões, está no centro de denúncias que apontam fraudes, direcionamento e conivência da cúpula responsável pela condução do certame. O empresário Sergio Chalub afirma que o processo licitatório, que deveria garantir transparência e igualdade, se transformou em um balcão de negócios milionário, onde empresas reincidentes em irregularidades foram favorecidas em detrimento de concorrentes que cumpriram integralmente as exigências do pregão número 068/2025.

A denúncia mais contundente partiu do empresário Sergio Chalub, que qualificou a situação como a consolidação da “Máfia das Licitações” no Amazonas. Segundo ele, empresas como: ALS, Mamoré e UNI+, formam um grupo criminoso que atuam em conjuntos com setores internos da CSC – Centro de Serviços Compartilhados, para manipular resultados. Chalub já encaminhou documentação ao Ministério Público Estadual (MPE-AM) e já acionou a Justiça para que os responsáveis sejam investigados e punidos.

O caso MADIM: desclassificação arbitrária

Um dos episódios mais escandalosos ocorreu no Lote 08 do Pregão 068/2025, quando a empresa MADIM (Proponente 10) foi desclassificada no dia 24/04/2025, às 10h52min24s. O motivo registrado pelo pregoeiro foi simplesmente “documentos insatisfatórios”. Entretanto, a decisão ignorou o subitem 12.13 do edital, que prevê diligência para sanar dúvidas ou inconsistências formais antes de qualquer eliminação.

Na prática, a MADIM foi punida de forma sumária, sem direito de defesa e sem explicações concretas. O caso levanta suspeita de favorecimento direto a outras empresas, sobretudo a Mamoré, onde a socia proprietária Francisnalva Mendes Rodrigues, beneficiada com a exclusão da concorrente.

O esquema de Francisnalva Mendes Rodrigues

A atuação de Francisnalva Mendes Rodrigues expõe um claro conflito de interesses. Ex-diretora do Hospital 28 de Agosto, ex-secretária do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas (FES-AM) e ex-secretária municipal de Saúde de Coari, ela fundou a empresa Mamoré, que, mesmo com histórico de vínculos políticos e acesso privilegiado, foi habilitada indevidamente no certame.

O fato de uma ex-gestora da saúde pública, que ocupou cargos de alto escalão e lidou diretamente com contratos milionários, agora disputar licitações por meio de empresa própria, mostra o grau de irresponsabilidade entre gestão pública e interesses privados. Na prática, Francisnalva deixou o comando da máquina pública para explorar, em benefício próprio, as portas que ela mesma ajudou a abrir.

A habilitação da Mamoré, em meio às irregularidades do pregão, reforça a suspeita de um esquema articulado entre a empresária Francisnalva e o presidente da CSC, Walter Siqueira Brito, acusado de acobertar todo o processo.

Favorecimento da ALS: dois pesos e duas medidas

Outro ponto nebuloso envolve a empresa ALS (Proponente 17), favorecida em 17/07/2025. Na ocasião, o pregoeiro registrou em ata que consideraria apenas os valores unitários, ignorando divergências graves com os valores globais da proposta. Essa manobra, que deveria automaticamente desclassificar a empresa, acabou servindo de brecha para mantê-la na disputa.

Além disso, a proposta da ALS apresentou assinaturas eletrônicas inválidas, realizadas por terceiro (Saxtul do Brasil), em desacordo com o edital. Mesmo diante dessas irregularidades, o CSC decidiu validar a participação da empresa, mesmo com o pregoeiro assumindo o risco de aceitar a documentação da empresa descumprindo os princípios constitucionais de isonomia, legalidade, moralidade e vinculação ao edital previstos no artigo 37 da Constituição e na Lei 14.133/2021. Com isso tirando as oportunidades das empresas e favorecendo a empresa irregular.

A denúncia revela que o verdadeiro dono da ALS é técnico de radiologia e servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, que, impossibilitado legalmente de assumir contratos com o Estado, usa o próprio filho como laranja para manter a empresa ativa e ganhar contratos irregulares. Ao lado de André Scariot e do enfermeiro conhecido como “Andrezinho”, Keginaldo é acusado de integrar uma quadrilha já alvo de inquéritos e de suspensões de licitações determinadas pela Justiça Federal. O esquema expõe a fragilidade das instituições e a forma como interesses privados se sobrepõem ao interesse público, convertendo a gestão em um espaço de manipulação e negociatas, onde a ética e a responsabilidade social são substituídas pela busca desenfreada por poder e enriquecimento ilícito.

Medidas judiciais e administrativas

Diante do cenário, foram adotadas medidas como:

  • Mandado de segurança para suspender o certame em relação ao Lote 08, garantindo o direito da MADIM à diligência.
  • Anulação da habilitação da Mamoré e da aceitação da proposta da ALS.
  • Reabilitação da MADIM no pregão.
  • Requerimento administrativo ao CSC/AM, solicitando cópia integral dos atos que resultaram na desclassificação da MADIM e nas decisões que favoreceram Mamoré e ALS.
  • Denúncia formal ao Ministério Público Estadual (MPE/AM) para investigação de atos de improbidade administrativa, apuração de responsabilidade do pregoeiro e aplicação de penalidades às empresas envolvidas.

A fundamentação das ações cita precedentes do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), que reconhece a punição a empresas que apresentam documentos falsos ou irregulares em licitações.

Conivência e silêncio oficial

O presidente da CSC, Walter Siqueira Brito, é apontado como conivente em todo o esquema, tendo articulado a formação de um grupo seleto de pregoeiros de sua confiança. Sendo Francisnalva peça fundamental do esquema.  A atuação desse núcleo seria direcionada a favorecer seus interesses, eliminando concorrentes incômodos e garantindo a manutenção do controle sobre as licitações. Até o momento, a CSC não apresentou justificativas consistentes para a desclassificação da MADIM nem esclareceu os critérios que permitiram a habilitação de empresas com documentação irregular. O silêncio reforça a percepção de que há um esquema de favorecimento interno sustentado por interesses políticos e empresariais.

Um teste para a Justiça e para o Amazonas O escândalo do Pregão 068/2025 expõe, mais uma vez, o terreno fértil da corrupção na saúde do Amazonas, setor historicamente alvo de máfias, fraudes e contratos direcionados.

O caso coloca à prova a capacidade do Ministério Público e da Justiça em enfrentar grupos empresariais que parecem operar acima da lei, protegidos por alianças com quem deveria zelar pela transparência da administração pública. Enquanto isso, R$ 300 milhões em dinheiro que deveria ser usado para salvar vidas, estão na mira de interesses privados e suspeitas de fraudes que, configuram um dos maiores escândalos de licitação da saúde no Estado do Amazonas nos últimos anos.

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Escândalo de R$ 300 milhões na CSC: empresário denuncia fraude e favorecimento em licitação da saúde no Amazonas https://portali9amazonas.com/escandalo-de-r-300-milhoes-na-csc-empresario-denuncia-fraude-e-favorecimento-em-licitacao-da-saude-no-amazonas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=escandalo-de-r-300-milhoes-na-csc-empresario-denuncia-fraude-e-favorecimento-em-licitacao-da-saude-no-amazonas Mon, 15 Sep 2025 14:32:41 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3274 Manaus – Um novo e grave escândalo de corrupção abala o Amazonas. O Pregão Eletrônico nº 068/2025, promovido pela Central de Serviços Compartilhados (CSC/AM) e avaliado em R$ 300 milhões,…

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Manaus – Um novo e grave escândalo de corrupção abala o Amazonas. O Pregão Eletrônico nº 068/2025, promovido pela Central de Serviços Compartilhados (CSC/AM) e avaliado em R$ 300 milhões, está no centro de denúncias que apontam fraudes, direcionamento e conivência da cúpula responsável pela condução do certame. O empresário Sergio Chalub afirma que o processo licitatório, que deveria garantir transparência e igualdade, se transformou em um balcão de negócios milionário, onde empresas reincidentes em irregularidades foram favorecidas em detrimento de concorrentes que cumpriram integralmente as exigências do pregão número 068/2025.

A denúncia mais contundente partiu do empresário Sergio Chalub, que qualificou a situação como a consolidação da “Máfia das Licitações” no Amazonas. Segundo ele, empresas como: ALS, Mamoré e UNI+, formam um grupo criminoso que atuam em conjuntos com setores internos da CSC – Centro de Serviços Compartilhados, para manipular resultados. Chalub já encaminhou documentação ao Ministério Público Estadual (MPE-AM) e já acionou a Justiça para que os responsáveis sejam investigados e punidos.

O caso MADIM: desclassificação arbitrária

Um dos episódios mais escandalosos ocorreu no Lote 08 do Pregão 068/2025, quando a empresa MADIM (Proponente 10) foi desclassificada no dia 24/04/2025, às 10h52min24s. O motivo registrado pelo pregoeiro foi simplesmente “documentos insatisfatórios”. Entretanto, a decisão ignorou o subitem 12.13 do edital, que prevê diligência para sanar dúvidas ou inconsistências formais antes de qualquer eliminação.

Na prática, a MADIM foi punida de forma sumária, sem direito de defesa e sem explicações concretas. O caso levanta suspeita de favorecimento direto a outras empresas, sobretudo a Mamoré, onde a socia proprietária Francisnalva Mendes Rodrigues, beneficiada com a exclusão da concorrente.

O esquema de Francisnalva Mendes Rodrigues

A atuação de Francisnalva Mendes Rodrigues expõe um claro conflito de interesses. Ex-diretora do Hospital 28 de Agosto, ex-secretária do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas (FES-AM) e ex-secretária municipal de Saúde de Coari, ela fundou a empresa Mamoré, que, mesmo com histórico de vínculos políticos e acesso privilegiado, foi habilitada indevidamente no certame.

O fato de uma ex-gestora da saúde pública, que ocupou cargos de alto escalão e lidou diretamente com contratos milionários, agora disputar licitações por meio de empresa própria, mostra o grau de irresponsabilidade entre gestão pública e interesses privados. Na prática, Francisnalva deixou o comando da máquina pública para explorar, em benefício próprio, as portas que ela mesma ajudou a abrir.

A habilitação da Mamoré, em meio às irregularidades do pregão, reforça a suspeita de um esquema articulado entre a empresária Francisnalva e o presidente da CSC, Walter Siqueira Brito, acusado de acobertar todo o processo.

Favorecimento da ALS: dois pesos e duas medidas

Outro ponto nebuloso envolve a empresa ALS (Proponente 17), favorecida em 17/07/2025. Na ocasião, o pregoeiro registrou em ata que consideraria apenas os valores unitários, ignorando divergências graves com os valores globais da proposta. Essa manobra, que deveria automaticamente desclassificar a empresa, acabou servindo de brecha para mantê-la na disputa.

Além disso, a proposta da ALS apresentou assinaturas eletrônicas inválidas, realizadas por terceiro (Saxtul do Brasil), em desacordo com o edital. Mesmo diante dessas irregularidades, o CSC decidiu validar a participação da empresa, mesmo com o pregoeiro assumindo o risco de aceitar a documentação da empresa descumprindo os princípios constitucionais de isonomia, legalidade, moralidade e vinculação ao edital previstos no artigo 37 da Constituição e na Lei 14.133/2021. Com isso tirando as oportunidades das empresas e favorecendo a empresa irregular.

A denúncia revela que o verdadeiro dono da ALS é técnico de radiologia e servidor público Francisco Keginaldo Porfírio da Silva, que, impossibilitado legalmente de assumir contratos com o Estado, usa o próprio filho como laranja para manter a empresa ativa e ganhar contratos irregulares. Ao lado de André Scariot e do enfermeiro conhecido como “Andrezinho”, Keginaldo é acusado de integrar uma quadrilha já alvo de inquéritos e de suspensões de licitações determinadas pela Justiça Federal. O esquema expõe a fragilidade das instituições e a forma como interesses privados se sobrepõem ao interesse público, convertendo a gestão em um espaço de manipulação e negociatas, onde a ética e a responsabilidade social são substituídas pela busca desenfreada por poder e enriquecimento ilícito.

Medidas judiciais e administrativas

Diante do cenário, foram adotadas medidas como:

  • Mandado de segurança para suspender o certame em relação ao Lote 08, garantindo o direito da MADIM à diligência.
  • Anulação da habilitação da Mamoré e da aceitação da proposta da ALS.
  • Reabilitação da MADIM no pregão.
  • Requerimento administrativo ao CSC/AM, solicitando cópia integral dos atos que resultaram na desclassificação da MADIM e nas decisões que favoreceram Mamoré e ALS.
  • Denúncia formal ao Ministério Público Estadual (MPE/AM) para investigação de atos de improbidade administrativa, apuração de responsabilidade do pregoeiro e aplicação de penalidades às empresas envolvidas.

A fundamentação das ações cita precedentes do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), que reconhece a punição a empresas que apresentam documentos falsos ou irregulares em licitações.

Conivência e silêncio oficial

O presidente da CSC, Walter Siqueira Brito, é apontado como conivente em todo o esquema, tendo articulado a formação de um grupo seleto de pregoeiros de sua confiança. Sendo Francisnalva peça fundamental do esquema.  A atuação desse núcleo seria direcionada a favorecer seus interesses, eliminando concorrentes incômodos e garantindo a manutenção do controle sobre as licitações. Até o momento, a CSC não apresentou justificativas consistentes para a desclassificação da MADIM nem esclareceu os critérios que permitiram a habilitação de empresas com documentação irregular. O silêncio reforça a percepção de que há um esquema de favorecimento interno sustentado por interesses políticos e empresariais.

Um teste para a Justiça e para o Amazonas O escândalo do Pregão 068/2025 expõe, mais uma vez, o terreno fértil da corrupção na saúde do Amazonas, setor historicamente alvo de máfias, fraudes e contratos direcionados.

O caso coloca à prova a capacidade do Ministério Público e da Justiça em enfrentar grupos empresariais que parecem operar acima da lei, protegidos por alianças com quem deveria zelar pela transparência da administração pública. Enquanto isso, R$ 300 milhões em dinheiro que deveria ser usado para salvar vidas, estão na mira de interesses privados e suspeitas de fraudes que, configuram um dos maiores escândalos de licitação da saúde no Estado do Amazonas nos últimos anos.

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Indústria da multa em Manaus: a engrenagem milionária da gestão David Almeida https://portali9amazonas.com/industria-da-multa-em-manaus-a-engrenagem-milionaria-da-gestao-david-almeida/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=industria-da-multa-em-manaus-a-engrenagem-milionaria-da-gestao-david-almeida Fri, 12 Sep 2025 17:05:07 +0000 https://portali9amazonas.com/?p=3256 Manaus vive, mais uma vez, sob o peso da falta de transparência e da sanha arrecadatória da prefeitura. O jornalista Ronaldo Tiradentes usou o programa Manhã de Notícias para jogar…

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Manaus vive, mais uma vez, sob o peso da falta de transparência e da sanha arrecadatória da prefeitura. O jornalista Ronaldo Tiradentes usou o programa Manhã de Notícias para jogar luz sobre o que já era evidente para quem circula diariamente pelas ruas da capital: a chamada “indústria da multa”, alimentada e estimulada pela atual gestão de David Almeida (Avante).

A denúncia não é apenas sobre o excesso de multas aplicadas, mas sobre a forma com que a máquina pública tem transformado o trânsito em uma caixa registradora. O discurso oficial fala em “organização da mobilidade urbana” e “segurança viária”. Na prática, o que se vê é um esquema voraz, que arrecada milhões à custa da população, sem qualquer retorno em qualidade de vida, transporte público ou infraestrutura de trânsito.

Ronaldo Tiradentes não escondeu a revolta ao denunciar a chamada “indústria da multa” em Manaus. Para ele, o esquema montado pela gestão de David Almeida não tem nada a ver com segurança no trânsito, mas sim com uma forma disfarçada de roubar o dinheiro da população, transformando cada radar em um instrumento de arrecadação e não de cuidado com o cidadão.

David Almeida, que gosta de posar como “gestor moderno” e “homem do povo”, parece ter encontrado na multa o filão perfeito para equilibrar o caixa e bancar suas aventuras políticas. Enquanto o contribuinte sofre com ruas esburacadas, semáforos quebrados e ônibus caindo aos pedaços, a prefeitura investe pesado em radares, fiscalização eletrônica e contratos suspeitos que, não raramente, despertam questionamentos sobre a real prioridade da administração municipal.

A indignação é legítima: se a prefeitura arrecada tanto com multas, por que o caos no trânsito continua o mesmo? Por que a mobilidade urbana não melhora? Por que os motoristas seguem reféns de um transporte público sucateado e de obras mal planejadas, que travam a cidade em horários de pico?

Mais grave ainda é a sensação de que Manaus foi convertida em laboratório de arrecadação. Uma cidade que deveria planejar mobilidade com inteligência e investir em educação no trânsito está sendo tratada como fonte inesgotável de recursos para sustentar contratos milionários e campanhas de autopromoção.

Ronaldo Tiradentes fez eco ao que o povo já sente na pele: Manaus não precisa de uma prefeitura que transforma cada radar em pedágio urbano disfarçado. Precisa de um gestor que priorize a vida do cidadão e não a engorda dos cofres públicos com uma indústria de multas que mais parece um assalto oficializado.

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