Castelo de Fugeré, na França, é palco de relatos paranormais e atrai visitantes em busca de emoções fortes.
Construído no século XIV como uma fortaleza militar, o Castelo de Fugeré, no oeste da França, ganhou uma nova fama séculos depois: a de ser o “castelo mais mal-assombrado” do país. O local atrai pessoas de diversas regiões em busca de uma experiência imersiva em histórias de fantasmas, aparições e fenômenos considerados paranormais.
A reputação do castelo é tão forte que, mesmo antes de chegar, visitantes já ouvem relatos assustadores. Um taxista, por exemplo, chegou a se recusar a entrar na propriedade, afirmando conhecer pessoas que vivenciaram experiências estranhas ali. O imóvel, que um dia serviu para proteger moradores de invasões, hoje é palco de acontecimentos que desafiam a explicação de seus atuais ocupantes.
Esses relatos são parte do que se tornou o Castelo de Fugeré, um destino que transcende sua história militar para abraçar o mistério e o sobrenatural. Conforme divulgado pelo g1, os atuais proprietários aprenderam a conviver com o que chamam de “Os Invisíveis”, transformando o que poderia ser um fardo em parte da identidade do lugar.
Os “Invisíveis” e a rotina no castelo assombrado
Desde 2009, o Castelo de Fugeré pertence à historiadora Véronique e seu marido, François. O sonho de morar em um castelo logo se misturou a uma realidade inesperada. Véronique relata sentir uma presença masculina constante, enquanto François conta ter sentido toques em seus ombros no jardim, sem ninguém por perto.
Com o tempo, o casal afirma ter testemunhado objetos se movendo sozinhos, camas vibrando, lustres atravessando cômodos e vozes sem origem aparente. Eles passaram a chamar essas presenças de “Os Invisíveis”, acreditando que muitos desses espíritos são antigos moradores do castelo.
A fama de assombrado chegou a afastar compradores quando o imóvel foi colocado à venda. No entanto, em vez de negar, os proprietários abraçaram essa característica, integrando-a à história e ao apelo do lugar. Para eles, o fenômeno paranormal é parte intrínseca da identidade do castelo.
Histórias de Félix, Alice e um oficial assassinado
O castelo guarda histórias de antigos moradores que se tornaram parte do folclore local. Um dos quartos é associado a Félix, que teria morrido ali no século XIX. Outro quarto pertenceu a Alice, uma jovem que faleceu poucos dias após seu casamento no castelo em julho de 1924, vítima de uma infecção.
Relatos históricos apresentados pelos proprietários mencionam ainda o cômodo onde um oficial de Justiça foi assassinado a machadadas no século XVIII. Escondida atrás de uma escada estreita, uma pequena capela clandestina remete a um período sombrio da Revolução Francesa, quando a prática religiosa podia levar à execução.
Investigadores paranormais e turistas em busca do sobrenatural
Mais do que um patrimônio histórico, o Castelo de Fugeré se consolidou como um destino para testar crenças. Há mais de uma década, investigadores paranormais alugam quartos para realizar gravações e tentar captar sons ou vozes inexplicáveis.
Turistas comuns também chegam em busca de uma experiência única, muitos passando o fim de semana na propriedade. Segundo a família, a atividade turística e de pesquisa ajuda a custear a manutenção do castelo. Entre os visitantes, há relatos de sombras vistas, ruídos ouvidos e até comunicação com entes queridos falecidos.
A crença na realidade invisível e o respeito às histórias
Apesar das dezenas de relatos, nem todos os visitantes saem do castelo convencidos da presença de algo sobrenatural. Durante a estadia dos repórteres, nenhum fenômeno foi registrado. Contudo, para Véronique, isso não diminui o valor da experiência.
Ela acredita na existência de uma realidade invisível aos olhos e ressalta que o castelo não deve ser tratado como uma atração de terror. “Isso aqui não é um circo. É preciso ouvir com empatia e respeito”, afirma, defendendo que as histórias sejam tratadas com seriedade.
Sejam fantasmas ou apenas lendas, o fato é que essas histórias mantêm vivo um castelo construído para resistir a guerras, mas que encontrou um novo propósito séculos depois, atraindo um público fascinado pelo mistério e pelo sobrenatural.