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Caso Master: BRB pode receber aporte bilionário do DF para cobrir perdas com ativos inexistentes

Caso Master: BRB pode receber aporte bilionário do DF para cobrir perdas com ativos inexistentes

BRB se prepara para aportes do GDF em meio a investigações do caso Banco Master

O Banco de Brasília (BRB) comunicou que está preparado para receber um aporte financeiro de seu controlador, o governo do Distrito Federal, caso se confirmem prejuízos decorrentes da aquisição de carteiras do Banco Master. A instituição financeira aguarda os resultados de apurações conduzidas pelo Banco Central e por uma auditoria independente.

As investigações detalham a compra de ativos que, segundo apurações, somavam mais de R$ 12 bilhões e eram inexistentes ou de valor questionável. Embora parte desses ativos tenha sido substituída, uma parcela significativa ainda está sob análise, gerando preocupação sobre o impacto financeiro para o BRB.

A notícia sobre a possível necessidade de capitalização pelo governo do DF surge em um momento delicado, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master. O BRB, que é um dos credores na liquidação, busca garantir a solidez de suas operações e a confiança de seus clientes e do mercado.

Apurações sobre ativos inexistentes seguem em curso

A nota oficial do BRB esclarece que a apuração de possíveis prejuízos relacionados à compra de carteiras do Banco Master ainda está em andamento. O Banco Central e a auditoria independente, com suporte técnico da Kroll, são os responsáveis por conduzir as investigações. A **magnitude dos ativos duvidosos** adquiridos, estimada em mais de R$ 12 bilhões, exige uma análise minuciosa.

Cerca de R$ 10 bilhões desses ativos, considerados de baixo valor ou inexistentes, chegaram a ser substituídos. No entanto, outros R$ 2 bilhões permanecem como ponto de atenção, levantando dúvidas sobre a real dimensão do impacto financeiro para o BRB. A instituição informou que aprimorou seus controles internos para garantir que suas carteiras permaneçam dentro dos padrões regulatórios.

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Plano de capital prevê aporte direto do controlador

Em caso de confirmação de prejuízos, o BRB já possui um **plano de capital robusto**. Uma das principais opções previstas é o aporte direto do governo do Distrito Federal, que já sinalizou positivamente para essa possibilidade. Outros instrumentos financeiros que visam a recomposição do capital do banco também estão em pauta, demonstrando a proatividade da instituição em lidar com a situação.

A negociação com o Banco Master foi interrompida em setembro, quando o Banco Central vetou uma proposta do BRB para adquirir parte do banco de Daniel Vorcaro, que estava prevista para março de 2025. A decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo BC foi o fator determinante para o fim das tratativas naquele momento.

BRB se posiciona como credor na liquidação do Banco Master

O BRB também ressaltou em sua comunicação que é um **credor na liquidação extrajudicial do Banco Master**. Essa posição reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso do processo para minimizar perdas. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a solidez financeira, buscando manter suas operações em conformidade com as exigências dos órgãos reguladores.

A situação envolveu a rejeição de ativos oferecidos pelo Master, como certificados de ações do antigo Besc, considerados pelos analistas como “ativos podres”. A complexidade do caso Master demonstra os desafios enfrentados pelo setor financeiro na avaliação e aquisição de carteiras de outras instituições, especialmente em cenários de instabilidade.

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