Caiado lança grave acusação contra o PT: soberania nacional teria sido entregue a facções criminosas.
Em uma declaração que agitou o cenário político, Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, afirmou categoricamente que o Partido dos Trabalhadores (PT) teria entregado a soberania brasileira a organizações criminosas como o Comando Vermelho e o PCC.
A fala ocorreu durante entrevista ao TMC 360, nesta quinta-feira (27 de agosto de 2026), e se insere em um debate acalorado sobre segurança pública, área que Caiado promete priorizar em um eventual governo.
O candidato argumentou que, atualmente, o poder exercido por essas facções criminosas sobre o território nacional supera o do próprio Estado brasileiro, pintando um quadro preocupante sobre o controle territorial.
Facções criminosas dominam áreas antes sob controle do Estado.
Caiado detalhou sua visão, citando uma visita recente a complexos de favelas no Rio de Janeiro, como a Penha e o Alemão. Segundo ele, os moradores dessas regiões vivem sob o jugo das regras impostas pelo crime organizado, e não pela autoridade pública.
“Ali não existe o Estado, onde eu fui nesta quarta-feira. Lá existe o crime, que comanda e dita as regras no país”, declarou o candidato, ressaltando a fragilidade da presença estatal em certas localidades.
Ele defende uma **política nacional de apoio aos governos estaduais** para combater o crime organizado de forma mais eficaz. Caiado sugere que o governo federal deveria **ampliar investimentos em tecnologia**, incluindo o uso de satélites e sistemas de informação avançados para as forças de segurança.
Acordos com EUA e Japão e a questão da soberania mineral.
A declaração sobre a entrega da soberania ocorreu após questionamentos sobre acordos firmados por Caiado com os Estados Unidos e o Japão. Estes acordos visam atrair tecnologia estrangeira para o processamento de minerais críticos em Goiás.
O candidato **negou veementemente que os memorandos comprometam a soberania nacional**. Ele argumentou que a autorização para exploração mineral é uma competência exclusiva da União, e que a intenção dos acordos é justamente **trazer tecnologia e inteligência para o Estado**, agregando valor aos minerais no Brasil, em vez de exportá-los em sua forma bruta.
“Trazer inteligência, fazer parceria com tecnologia é avançar. Isso não é comprometer soberania brasileira”, defendeu Caiado, buscando tranquilizar sobre os termos das parcerias internacionais.
Inteligência artificial como ferramenta de combate ao crime.
Ronaldo Caiado também utilizou sua gestão em Goiás como exemplo de sucesso na aplicação de tecnologia na segurança pública. Ele afirmou ter integrado **inteligência artificial (IA)** às operações das polícias estaduais por meio de uma plataforma desenvolvida localmente.
“Então, eu associei inteligência com a operacionalidade das nossas tropas. E, ao mesmo tempo, junto com a IA, que é a inteligência artificial, nós criamos uma plataforma chamada IA de Combate ao Crime, que é das mais modernas do mundo, desenvolvida no Estado”, explicou o candidato.
Essa iniciativa, segundo Caiado, demonstra seu compromisso em **modernizar as ferramentas de segurança** e combater o crime de forma mais eficiente, utilizando os recursos tecnológicos disponíveis para fortalecer o Estado.