Ministro do STJ, Marco Buzzi, se pronuncia sobre acusações de importunação sexual e pede prudência nas investigações.

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enviou uma mensagem aos demais integrantes da Corte na última segunda-feira (9), buscando cautela na investigação que apura acusações de importunação sexual contra ele. Buzzi, que tem 68 anos, nega as imputações e alega ter uma trajetória pessoal e profissional ilibada.

Internado para acompanhamento cardiológico e emocional, o magistrado declarou estar profundamente abalado pelas notícias veiculadas. Ele afirmou que, até o momento, manteve silêncio, mas que as acusações têm causado mágoas em sua família. Buzzi expressou confiança de que sua inocência será demonstrada nos procedimentos já instaurados.

A defesa de Buzzi baseia-se em sua longa carreira e vida pessoal, citando seus quase 70 anos, um casamento de 45 anos com três filhas e uma família unida. Ele pediu “cautela redobrada” na apreciação das graves acusações, invocando a sua “coerência biográfica” como um elemento a ser considerado, conforme divulgado pelo Poder360.

Investigação em Andamento no STJ e CNJ

Marco Buzzi é investigado por suposta importunação sexual contra uma jovem de 18 anos. Segundo relatos obtidos pelo Poder360, o incidente teria ocorrido durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina, onde a família da jovem estava hospedada na residência do ministro.

O caso foi levado ao presidente do STJ, Herman Benjamin, por três ministros da Corte, que solicitaram a apuração e a possível aposentadoria do magistrado. A denúncia foi formalizada pelos pais da vítima, que buscam a responsabilização de Buzzi. O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, já colheu o depoimento da mãe da vítima.

Buzzi Responde Disciplinarmente e Criminalmente

O ministro responderá disciplinarmente no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e criminalmente no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso no STF tramita sob relatoria do ministro Nunes Marques. Há também a possibilidade de Buzzi ser acionado no Senado Federal, visando um impeachment, e uma ala do STJ defende sua aposentadoria compulsória.

O gabinete de Buzzi negou veementemente as acusações, classificando-as como insinuações que não correspondem aos fatos. O ministro formalizou um pedido de licença médica ao presidente do STJ, Herman Benjamin, e está internado no DF Star após sentir um “forte mal-estar”. Sua licença, inicialmente de 10 dias, pode ser renovada, levando em conta seu histórico de saúde cardíaca, que inclui a instalação de cinco stents e um marca-passo nos últimos cinco anos.

Buzzi expressou não compreender as razões das imputações, chamando-as de “grande sofrimento” e admitindo o desgaste causado ao Tribunal. Ele afirmou estar submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar, mas declarou ter a “consciência tranquila”, embora com a “alma muitíssimo agitada”.

O magistrado agradeceu àqueles que lhe concederam o benefício da dúvida e reafirmou sua confiança de que, através de uma apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos, conforme divulgado pelo Poder360.