Brasil atrai US$ 4,5 bilhões em mercado internacional com títulos de 10 e 30 anos, demonstrando confiança dos investidores na economia do país.

O Tesouro Nacional anunciou um resultado expressivo em sua primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional em 2024. A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou um total de **US$ 4,5 bilhões**, captados através da emissão de um novo título de dez anos, o Global 2036, e da reabertura do título de trinta anos, o Global 2056.

Essa captação robusta reflete a confiança dos investidores internacionais na solidez da dívida soberana brasileira. A alta demanda e os spreads favoráveis indicam uma percepção positiva sobre a credibilidade e o potencial de crescimento do país no cenário global. Os recursos serão incorporados às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro.

A operação, coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo, demonstra a capacidade do Brasil de acessar o mercado de capitais internacional em condições vantajosas, mesmo em um ambiente econômico global desafiador. Este movimento é um sinal de otimismo para a economia brasileira.

Global 2036: Novo Título de Dez Anos Bate Recorde e Atrai Investimento Expressivo

O novo título, com vencimento em 22 de maio de 2036, foi emitido no valor de **US$ 3,5 bilhões**. Este volume representa um recorde para papéis de dez anos emitidos pelo Tesouro Nacional no exterior. Os investidores receberão juros de **6,4% ao ano**, com um cupom de 6,25% pago semestralmente, em maio e novembro.

O spread, que mede o risco dos papéis brasileiros, foi de 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) acima do título do Tesouro dos Estados Unidos. Embora os juros tenham sido ligeiramente maiores que na emissão anterior de dez anos em novembro (6,2% ao ano), o spread também apresentou uma pequena elevação (210,9 pontos). Ambos os indicadores, contudo, permanecem em níveis que sinalizam a atratividade dos títulos brasileiros.

Global 2056: Título de 30 Anos Captura US$ 1 Bilhão com Spread Histórico

Na emissão do título de trinta anos, o Global 2056, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, o Brasil captou **US$ 1 bilhão**. Este papel pagará juros de **7,3% ao ano**, com um cupom de 7,25% anual, e um spread de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) sobre os títulos de trinta anos do Tesouro americano.

O Tesouro destacou que este spread foi o **mais baixo para um título brasileiro de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014** (quando foi de 187,5 pontos-base). Em comparação com a emissão anterior do mesmo título em setembro do ano passado, tanto os juros quanto o spread apresentaram queda, demonstrando uma melhora nas condições de financiamento de longo prazo para o Brasil.

Demanda Robusta e Confiança do Mercado nas Dívidas Soberanas Brasileiras

A operação contou com uma demanda **2,7 vezes superior ao volume ofertado**, com o livro de ordens atingindo aproximadamente **US$ 12 bilhões**. Essa alta procura sublinha a forte confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira.

Em nota, o Tesouro Nacional ressaltou que os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a **confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira**. Isso reflete a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país, consolidando a posição do Brasil como um destino atrativo para investimentos de longo prazo.