Ibovespa despenca mais de 2% em dia de forte correção após recordes, dólar flutua e mercado digere cenário externo

Após atingir novos recordes históricos na véspera, a bolsa brasileira, representada pelo índice Ibovespa, sofreu uma **intensa correção nesta quarta-feira (4)**, registrando uma queda de 2,14%. O movimento foi impulsionado principalmente pelas ações de bancos e pela realização de lucros por parte dos investidores que buscaram **embolsar os ganhos recentes**.

Enquanto o mercado acionário experimentava turbulências, o dólar comercial fechou o dia **estável**, cotado a R$ 5,25, o mesmo valor registrado na terça-feira. Apesar de ter chegado a cair para R$ 5,21 durante a manhã, a moeda americana voltou à zona de estabilidade à tarde, demonstrando resiliência em meio à pressão internacional.

A valorização das commodities, bens primários com cotação internacional, desempenhou um papel crucial na sustentação de diversas moedas de países emergentes. O barril de petróleo tipo Brent, por exemplo, subiu mais de 3% após impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã, contribuindo para **equilibrar as forças no mercado cambial**, conforme informação divulgada pela Reuters.

Mercado de Ações Acompanha Queda nos EUA e Temores de Bolha em IA

A performance negativa da bolsa brasileira foi influenciada diretamente pela **queda observada nas bolsas americanas**. Investidores demonstraram preocupação com a possibilidade de uma **bolha especulativa em empresas ligadas à inteligência artificial**, um setor que tem atraído investimentos expressivos.

Adicionalmente, a divulgação de dados sobre a atividade do setor de serviços nos Estados Unidos, que apresentou uma **desaceleração menor do que o esperado**, reduziu as expectativas de um corte nos juros pelo Federal Reserve (Banco Central americano) em sua próxima reunião, marcada para março. Essa perspectiva de juros mais altos por mais tempo tende a desestimular investimentos em mercados de risco.

Dólar Estável Apesar da Volatilidade Externa e Cenário de Juros

Apesar das incertezas globais e da volatilidade nos mercados internacionais, o **dólar comercial manteve sua estabilidade** no Brasil. A força das commodities, especialmente o petróleo, ajudou a mitigar a pressão de alta sobre a moeda americana em relação ao real.

Em 2026, a moeda estadunidense acumula uma queda de 4,38% frente ao real, indicando um cenário de **valorização da moeda brasileira** no médio prazo, mesmo diante de correções pontuais no mercado de ações. A dinâmica entre juros nos EUA e a força das commodities segue como fatores determinantes para o comportamento do dólar.