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Banda da Bica arrasta multidões no Carnaval de Manaus com irreverência e crítica social afiada

Banda da Bica arrasta multidões no Carnaval de Manaus com irreverência e crítica social afiada
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Banda da Bica mantém tradição e irreverência no Carnaval de Manaus

O Centro de Manaus pulsou com a energia contagiante da Banda da Bica neste sábado (7). Milhares de foliões se reuniram no entorno do Largo São Sebastião para celebrar o Carnaval de rua em um dos blocos mais tradicionais da capital amazonense.

Embalados por marchinhas clássicas, o público demonstrou a alegria e o espírito festivo que marcam a Banda da Bica a cada ano. A tradição, que se renova com a participação de novos e antigos foliões, reafirma a importância do bloco na cultura carnavalesca da cidade.

A festa começou por volta das 16h, e para muitos, como o empresário Gilson Antenor, a Banda da Bica é um compromisso anual inadiável. Ele ressalta a emoção de manter viva essa tradição ao lado de amigos de décadas, uma herança passada de geração em geração.

Um Clássico da Folia Amazonense

Gilson Antenor, frequentador assíduo, compartilha sua ligação afetiva com o bloco: “É maravilhoso. Eu venho desde novinho, vinha com a minha mãe, e a única banda que eu participo é essa. Sempre venho com os mesmos amigos há décadas, é pra festejar”.

A servidora pública Neila Gomes também celebrou a festa ao lado de seu grupo: “É um Carnaval com mais segurança e tradição, não pode faltar. Pra esse Carnaval eu desejo muita paz e que brinquem com responsabilidade”, declarou, completando com o lema que ecoa entre os fãs: “Amor de Bica, bate e fica”.

Crítica Social com Humor e Sabor Amazônico

Desde a década de 80, quando foi fundada por boêmios do Bar do Armando, a Banda da Bica se destaca pela sua abordagem política e irreverente. Neste ano, o bloco trouxe o tema “A Bica não é ching ling, mas o tambaqui agora fala mandarim”, uma crítica bem-humorada à crescente produção chinesa do peixe, um ícone da culinária amazônica.

Ana Cláudia Soeiro, presidente da Banda da Bica e proprietária do Bar do Armando, explica a escolha temática: “A escolha do tema deste ano fugiu um pouco da política direta, mas continua sendo um tema político. Estamos falando do fato de a China ter ultrapassado o Amazonas na produção de tambaqui, um peixe tão nosso, tão ligado à cultura do povo”.

Essa manifestação cultural, que une diversão e reflexão, reforça o papel da Banda da Bica como um espaço de liberdade de expressão e celebração da identidade amazônica, arrastando multidões e garantindo a irreverência que é a sua marca registrada.

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