PF recupera avião milionário de Daniel Vorcaro, ex-Banco Master, apreendido no Paraguai
A Polícia Federal (PF) divulgou neste domingo, 16 de agosto de 2026, imagens de um luxuoso avião de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro envolvido no escândalo do Banco Master. A aeronave, avaliada em cerca de R$ 120 milhões, estava retida no Paraguai.
Após negociações com as autoridades paraguaias, o avião retornou ao Brasil neste domingo, pousando no Aeroporto Internacional de Brasília. Lá, a aeronave será submetida às medidas judiciais cabíveis, conforme informou a PF.
Este é mais um desdobramento das investigações que miram o patrimônio de envolvidos no caso Banco Master, buscando a recuperação de ativos e o cumprimento da justiça. Conforme informação divulgada pela PF, a aeronave retornou ao Brasil neste domingo.
O Avião de Luxo e Seu Dono no Centro das Investigações
O avião em questão é um modelo Gulfstream GV-SP, fabricado em 2010, com o prefixo PR-PSE. Ele está registrado em nome da Viking Participações, empresa associada a Daniel Vorcaro. A recuperação deste bem de alto valor representa um passo significativo para a PF nas investigações sobre o escândalo do Banco Master.
Entenda o Escândalo do Banco Master e a Operação Compliance Zero
O Banco Master se tornou alvo de investigações da Polícia Federal após operações de negociação de carteiras de crédito levantarem suspeitas de ativos sem lastro. A investigação se aprofundou na atuação de executivos, empresários e instituições financeiras. Daniel Vorcaro, controlador do banco, tornou-se um dos principais alvos.
Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Isso ocorreu dias após a deflagração da Operação Compliance Zero e a primeira prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025. As apurações avançaram sobre o patrimônio dos envolvidos e a possível utilização de empresas para movimentar ou ocultar recursos.
Compliance Zero: Investigação de Fraudes e Lavagem de Dinheiro
A Operação Compliance Zero foi iniciada pela PF em novembro de 2025 para apurar suspeitas de emissão e negociação de títulos de crédito sem lastro. O esquema envolvia a criação de carteiras de crédito fictícias e a circulação desses ativos entre instituições financeiras.
Ao longo de 2026, a operação teve novas fases, investigando também suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. As diligências resultaram em um aumento no número de investigados e levaram a medidas como busca e apreensão, bloqueio de valores e sequestro de bens. O caso também está sob acompanhamento do Supremo Tribunal Federal (STF).