O ano de 2025, o primeiro após os Jogos Olímpicos, consolidou o protagonismo do esporte olímpico brasileiro, marcado por renovações, revelações e a confirmação de talentos em diversas modalidades. Atletas nacionais alcançaram o topo do pódio em campeonatos mundiais e circuitos internacionais, demonstrando força e preparo para os próximos ciclos olímpicos.

A cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, realizada no Rio de Janeiro, celebrou os feitos notáveis do ano. Maria Clara Pacheco, do taekwondo, sagrou-se campeã mundial na categoria até 57 quilos na China. No atletismo, Caio Bonfim conquistou o título mundial na marcha atlética de 20 quilômetros no Japão, além de uma medalha de prata na prova de 35 quilômetros em Tóquio.

No boxe, a jovem Rebeca Lima, de 25 anos, emergiu como uma nova promessa ao conquistar o título mundial na categoria até 60 quilos em Liverpool, repetindo o feito de Bia Ferreira em edições anteriores. A vitória reafirma a força do boxe feminino brasileiro no cenário internacional.

Outros atletas brasileiros também apresentaram performances de destaque. O mesatenista Hugo Calderano foi vice-campeão mundial no Catar e conquistou a Copa do Mundo na China, além de três títulos em etapas do circuito mundial. A parceria dele com Bruna Takahashi alcançou o sexto lugar no ranking global de duplas mistas.

A ginástica rítmica brasileira viveu um momento histórico ao sediar o Mundial no Rio de Janeiro. A equipe composta por Nicole Pircio, Maria Paula Carminha, Eduarda Arakaki, Sofia Madeira e Mariana Gonçalves conquistou a medalha de prata nas disputas geral e de série mista, um feito inédito para a modalidade no país.

Em esportes coletivos, o vôlei feminino garantiu a medalha de bronze no Mundial da Tailândia, adiando o sonho do título inédito, enquanto a equipe masculina foi eliminada na primeira fase. No handebol, ambas as seleções pararam nas quartas de final, com a equipe masculina obtendo o sétimo lugar, sua melhor colocação histórica.

O surfe brasileiro retomou seu posto de destaque com Yago Dora conquistando o título mundial da WSL. Com essa vitória, o Brasil acumula oito títulos nas últimas onze edições da liga masculina, reafirmando a hegemonia de surfistas como Gabriel Medina, Adriano de Souza, Ítalo Ferreira e Filipe Toledo.

No tênis, o jovem João Fonseca, de 19 anos, encerrou 2025 com uma ascensão impressionante no ranking da ATP, saltando da 145ª para a 24ª posição. Com dois títulos em Buenos Aires e na Basileia, além de vitórias sobre tenistas de elite, Fonseca se consolida como uma das grandes esperanças do esporte brasileiro para o futuro.