Amazonas ganha reforço educacional com 25 novas escolas indígenas pelo Novo PAC, priorizando cultura e necessidades locais.
O estado do Amazonas será beneficiado com a construção de 25 novas escolas indígenas, como parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A iniciativa do governo federal visa oferecer estruturas educacionais que respeitem profundamente a cultura e os modos de vida de cada povo indígena. O investimento total contempla 117 unidades em 17 estados brasileiros, demonstrando um compromisso ampliado com a educação em territórios tradicionais.
Essa medida atende a uma demanda antiga das comunidades indígenas por espaços de aprendizado que estejam alinhados com suas realidades. O objetivo é garantir que a educação oferecida seja não apenas acessível, mas também culturalmente relevante, fortalecendo a identidade e o conhecimento ancestral. O projeto se alinha à Política Nacional de Educação Escolar Indígena, criada em 2025.
As novas unidades escolares terão projetos customizados, levando em consideração as particularidades de cada comunidade, como as condições de transporte, o clima local e os custos de construção. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) desenvolveu modelos flexíveis, com opções de duas e cinco salas, para atender diferentes tamanhos de turmas. A seleção das escolas priorizou comunidades que ainda utilizam espaços improvisados para o ensino, com foco em áreas de maior vulnerabilidade social e crescimento populacional, conforme informação divulgada pelo governo federal.
Projetos Adaptados e Inclusivos para a Educação Indígena
O FNDE, em colaboração com os governos estaduais, foi responsável pela criação de modelos de escolas que se adaptam às necessidades específicas de cada etnia. Esses projetos levam em conta desde a logística de transporte até as condições climáticas e os custos locais de materiais e mão de obra. A ideia é que cada nova escola seja um reflexo da identidade e das práticas cotidianas dos povos indígenas que a ocuparão.
Critérios Técnicos e Popacionais na Seleção das Unidades
A escolha das comunidades que receberão as novas escolas foi um processo cuidadoso, realizado pelo Ministério da Educação em parceria com os estados. Foram aplicados critérios técnicos e populacionais rigorosos, garantindo que os recursos chegassem às áreas mais necessitadas. As propostas foram submetidas pelos governos estaduais e analisadas detalhadamente pelo FNDE, com a execução das obras a cargo da Caixa Econômica Federal.
Prioridade para Comunidades em Situação de Vulnerabilidade
Uma das diretrizes centrais deste programa é dar prioridade às comunidades indígenas que atualmente dependem de instalações improvisadas para suas atividades educacionais. A seleção seguiu a lógica dos Territórios Etnoeducacionais, um reconhecimento da organização social e territorial dos povos indígenas. Fatores como vulnerabilidade social e crescimento populacional também foram considerados para assegurar que o investimento alcance as regiões com maior carência de infraestrutura escolar.
Outros Estados Também Serão Beneficiados
O Amazonas não é o único estado a receber novas escolas indígenas. Ao todo, 16 outros estados serão contemplados com unidades educacionais. Entre eles, destacam-se Roraima, com 22 novas escolas, Amapá, com 17, Maranhão, com 11, e Mato Grosso, com 10 unidades. Essa distribuição demonstra um esforço nacional para fortalecer a educação escolar indígena em diversas regiões do país, respeitando a diversidade e as especificidades de cada povo.