Na próxima quarta-feira (4) às 9h, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, o Exército Brasileiro realiza a Seleção Complementar do Alistamento Militar Inicial, etapa decisiva do processo de incorporação dos jovens às fileiras da força terrestre.
Pela primeira vez, mulheres participam da seleção complementar, ampliando a presença feminina no processo de ingresso, e refletindo políticas institucionais voltadas à inclusão, à diversidade e à valorização do potencial das mulheres na defesa. Em todo o território nacional, mais de 33 mil jovens se alistaram em 2025.
Para a fase de seleção complementar, mais de 260 mil candidatos, homens e mulheres, foram convocados. Somente em Brasília, mais de 900 jovens do sexo feminino foram chamados a participar dessa fase, serão incorporadas 1.010 mulheres no Exército Brasileiro, sendo 182 na capital federal, conforme informação divulgada pela Agência Brasil.
Como será a seleção
Durante a atividade, as candidatas e os candidatos passarão por revisão médica e odontológica, exames e avaliações de habilidades específicas, além de entrevista individual, conforme os critérios previstos na legislação vigente. Os procedimentos são os mesmos para ambos os sexos, com orientações sobre documentação e horários de atendimento no SMU.
O que muda com a participação feminina
A inclusão das mulheres na seleção complementar amplia as oportunidades de ingresso e sinaliza um movimento institucional de reconhecimento do papel feminino na defesa nacional. O serviço militar aproxima os jovens da Instituição e evidencia valores como cidadania, disciplina e patriotismo, além de simbolizar novas oportunidades para quem deseja servir ao país com dedicação e competência.
Cronograma e incorporações
Os jovens considerados aptos serão incorporados em março, quando terão início as atividades de formação militar. É esperado que os convocados acompanhem as orientações locais no SMU, e mantenham a documentação atualizada para garantir a participação. A presença de 1.010 mulheres incorporadas, sendo 182 na capital federal, reforça o caráter nacional da seleção e a expansão da participação feminina no Exército.