FGC e Sistema Financeiro em Alerta Máximo Contra Golpes de Indenização do Banco Master
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emitiu um sério alerta sobre o aumento de golpes direcionados a correntistas e investidores do Banco Master. Desde o início do pagamento das indenizações, fraudadores têm se aproveitado da situação para aplicar esquemas que visam roubar dados e dinheiro de pessoas que buscam reaver seus valores.
As tentativas de fraude exploram a urgência e a esperança das vítimas, utilizando táticas cada vez mais sofisticadas. O FGC, em conjunto com importantes entidades do setor financeiro, reforça a necessidade de **vigilância redobrada** por parte de todos os clientes do sistema bancário.
A disseminação dessas fraudes ocorre principalmente por meio de comunicações falsas que imitam instituições financeiras e órgãos públicos, além da criação de páginas e aplicativos fraudulentos. Conforme informações divulgadas pelo FGC no último sábado (24), essas ações buscam induzir os usuários a fornecerem dados pessoais e bancários, ou a efetuarem pagamentos indevidos sob falsas promessas. A orientação é clara: **desconfiar de qualquer contato não oficial** e buscar informações apenas pelos canais institucionais.
Golpes Sofisticados Explorando a Boa-Fé de Clientes
As táticas empregadas pelos golpistas são variadas e buscam explorar a vulnerabilidade dos clientes. Entre as práticas mapeadas estão o envio de **e-mails e mensagens falsas** que se passam por comunicações oficiais do FGC, de bancos ou até de órgãos públicos. Essas mensagens frequentemente contêm links para páginas e aplicativos fraudulentos, desenvolvidos especificamente para capturar informações sensíveis das vítimas, como dados pessoais, bancários e cadastrais.
Outra estratégia comum é a solicitação de **pagamentos antecipados ou taxas indevidas**, sob a promessa de agilizar a liberação de valores ou a obtenção de benefícios. O FGC enfatiza que **nenhuma taxa é cobrada** para o recebimento das garantias. Além disso, criminosos utilizam ferramentas de recuperação de senha e disparam mensagens com links maliciosos, bem como promovem a circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais, comprometendo a segurança das informações dos usuários.
Orientações Essenciais para Proteção Contra Fraudes
Diante desse cenário, o FGC e as entidades signatárias da nota conjunta recomendam aos clientes do sistema financeiro a adoção de medidas de segurança rigorosas. A principal orientação é buscar informações e realizar confirmações **exclusivamente através dos canais institucionais oficiais** do FGC e das instituições financeiras com as quais o cliente mantém relacionamento. A atenção deve ser redobrada com ofertas que prometem facilidades ou liberação rápida de recursos, especialmente se vindas de supostos prestadores de serviço não vinculados às entidades oficiais.
É fundamental **desconsiderar qualquer solicitação de dados pessoais** feita por meios não oficiais, bem como **não clicar em links desconhecidos** ou realizar downloads de aplicativos fora das lojas oficiais. O FGC reitera que a prevenção contra essas fraudes depende diretamente da atenção e da adoção de práticas seguras no uso dos serviços digitais. O objetivo dessas tentativas de fraude é claro: comprometer a segurança dos usuários e lhes causar prejuízos financeiros significativos.
Volume Expressivo de Pagamentos e Alerta Conjunto
Até o final da tarde de sexta-feira (23), o FGC já havia liberado R$ 26 bilhões em indenizações para correntistas e investidores do Banco Master. Este montante beneficiou 521 mil pessoas cujos recursos eram elegíveis à garantia. O processo de pagamento segue em ritmo acelerado, com aproximadamente 2,8 mil pedidos sendo processados por hora através do aplicativo oficial, o que equivale a cerca de 46 solicitações por minuto.
O volume de indenizações pagas até o momento representa 67,3% da base de clientes que têm direito a receber valores devido à liquidação do Banco Master. A expectativa é que, com a inclusão do Will Bank, outra instituição do mesmo grupo financeiro que também foi liquidada pelo Banco Central, o valor total das indenizações a serem pagas alcance R$ 47 bilhões. A nota de alerta foi assinada, além do FGC, pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Associações de Bancos (ABBC, ABBI), Associações de Desenvolvimento (ABDE, Acrefi) e a Zetta, que representa fintechs e bancos digitais, demonstrando a união do setor financeiro na proteção aos consumidores.