Operação da Polícia Civil desarticula grupo suspeito de agiotagem e extorsão, com vítima ligada ao Tribunal de Justiça do Amazonas.
Uma operação policial em Manaus resultou na prisão de seis pessoas nesta quinta-feira (12). O grupo é investigado por envolvimento em esquemas de agiotagem e extorsão, sendo uma assessora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) a principal vítima.
A ação, que cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, apreendeu dinheiro, armas, veículos e documentos. A Polícia Civil investiga um total de nove pessoas ligadas à organização criminosa.
A Justiça autorizou a quebra do sigilo telefônico dos envolvidos, buscando evidências que reforcem as suspeitas. A operação visa desmantelar a rede criminosa e coibir a prática de crimes contra cidadãos.
Detalhes da Operação e Prisões
A Polícia Civil do Amazonas realizou a operação nesta quinta-feira, focando em desarticular um grupo criminoso que atuava com agiotagem e extorsão. Seis indivíduos foram presos em flagrante, e a justiça determinou a prisão preventiva de outros envolvidos, totalizando nove pessoas sob investigação.
Durante as buscas e apreensões, foram recolhidos quantias em dinheiro, armamentos, carros e diversos documentos de identidade. Estes materiais são considerados essenciais para a continuidade das investigações sobre as atividades ilícitas do grupo.
A Vítima e o Esquema de Extorsão
A principal vítima identificada até o momento é uma assessora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Segundo as investigações, a assessora teria sido alvo de constantes cobranças e ameaças por parte do grupo, caracterizando o crime de extorsão, possivelmente decorrente de dívidas contraídas por meio de agiotagem.
O modus operandi do grupo envolvia a concessão de empréstimos com juros abusivos, prática conhecida como agiotagem, e, posteriormente, a utilização de métodos coercitivos e ilegais para a cobrança, incluindo ameaças e intimidações.
Medidas Judiciais e Próximos Passos
A Justiça do Amazonas acatou os pedidos da Polícia Civil, expedindo mandados de prisão preventiva para os suspeitos. Além das prisões, foi autorizada a quebra do sigilo telefônico dos investigados, medida crucial para mapear a comunicação entre os membros do grupo e identificar possíveis cúmplices.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em imóveis ligados aos suspeitos, visando a coleta de mais provas e a apreensão de bens que possam ter sido adquiridos com dinheiro oriundo das atividades criminosas. A operação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e coibir novas ações do grupo.