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Política

STF investiga elo entre funerárias de SP e Banco Master; Prefeitura de Nunes reage e pede investigação sobre o banco

STF investiga elo entre funerárias de SP e Banco Master; Prefeitura de Nunes reage e pede investigação sobre o banco

STF pede explicações à Prefeitura de São Paulo sobre suspeita de ligação entre funerárias e Banco Master

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou à Prefeitura de São Paulo esclarecimentos sobre a existência de vínculos entre concessionárias do serviço funerário na capital e o Banco Master. A ação atende a um pedido que contesta a privatização do serviço funerário no município.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) já foi notificada sobre a investigação interna aberta após o apontamento do ministro Dino. A suspeita recai sobre a possibilidade de ligações entre as empresas que operam os serviços e a instituição financeira.

A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, defendeu a concessão dos serviços funerários e rebateu as solicitações do ministro Dino. A administração municipal sugere que o STF direcione suas investigações sobre o Banco Master para os próprios colegas de tribunal, onde, segundo a prefeitura, já tramitam apurações sobre as ações e atos do banco. Conforme informação divulgada pelo Painel, Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, atuou como conselheiro da Cortel, uma das concessionárias, entre 2022 e 2025.

Gestão Nunes questiona foco da investigação e defende serviços funerários

A Prefeitura de São Paulo afirmou que os serviços funerários e cemiteriais na cidade estão em pleno funcionamento, sem intercorrências. O município assegura que continuará exercendo seu papel de gestor e fiscalizador dos serviços concedidos.

A resposta da gestão municipal busca desviar o foco da investigação, indicando que as apurações sobre o Banco Master deveriam ser direcionadas ao próprio STF. A administração de Ricardo Nunes defende a legalidade e a eficiência da privatização dos serviços funerários.

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Deputados do PSOL pedem apuração e oitiva de envolvidos

Após a decisão do ministro Dino, deputados federais e estaduais do PSOL, incluindo Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi, além do vereador Celso Giannazi, apresentaram pedidos de apuração e queixas ao Ministério Público e à Câmara Municipal.

O trio de parlamentares do PSOL solicita que seja investigada a possível omissão da equipe do prefeito Ricardo Nunes e a responsabilidade do chefe do executivo municipal. Eles também requerem a oitiva dos representantes do Banco Master, da Cortel e de Fabiano Zettel.

Cortel é procurada, mas não se manifesta sobre o caso

A reportagem procurou a Cortel, concessionária dos serviços funerários em questão, para obter um posicionamento sobre as investigações e as suspeitas de vínculos com o Banco Master. Até o momento da publicação desta matéria, a empresa não se manifestou.

O caso levanta questionamentos sobre a transparência e a legalidade dos contratos de concessão de serviços públicos em São Paulo, especialmente quando há indícios de ligações com instituições financeiras sob investigação.

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