Novo impõe defesa de impeachment de ministros do STF e rompe com partidos de esquerda em nova resolução para 2026

Em uma movimentação política significativa, o Partido Novo divulgou nesta quarta-feira (8) uma resolução eleitoral que estabelece diretrizes claras para seus candidatos nas eleições de 2026. A medida, que visa unificar a posição do partido em temas cruciais, obriga os pré-candidatos a defenderem a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em casos específicos.

A resolução determina que os candidatos do Novo, especialmente aqueles que aspiram a uma vaga no Senado Federal, deverão se comprometer formalmente a apoiar a responsabilização de ministros do STF. Essa postura abrange situações em que os magistrados sejam acusados de cometer crimes de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro, atos de corrupção ou envolvimento em escândalos que comprometam a integridade da função.

Além da posição sobre o STF, a resolução eleitoral do Novo proíbe explicitamente a formação de coligações com partidos considerados de esquerda, como o PT, PSOL e PCdoB. O partido justifica essa decisão com base em uma alegada “incompatibilidade ideológica”, buscando reforçar sua identidade programática e se distanciar de agendas políticas divergentes.

Compromisso com a responsabilização de ministros do STF

O texto detalha as condições sob as quais os candidatos do Novo devem se posicionar a favor do impeachment. A resolução estabelece que a defesa da responsabilização se aplica a ministros que “tenham cometido ou venham a cometer crime de responsabilidade, abuso de autoridade, quebra de decoro no exercício do cargo, atos de corrupção ou que estejam envolvidos em escândalos que tornem incompatível ou vexatória a sua permanência na função”. Essa exigência visa sinalizar um posicionamento firme do partido em relação à atuação do Poder Judiciário.

Proibição de coligações com partidos de esquerda

A decisão de vetar coligações com legendas como PT, PSOL e PCdoB reforça a estratégia do Novo de se consolidar como uma alternativa política distinta no cenário brasileiro. A “incompatibilidade ideológica” citada na resolução sugere uma busca por um alinhamento programático mais rigoroso entre os filiados e potenciais candidatos, evitando alianças que possam diluir a identidade do partido ou gerar conflitos internos.

Diretrizes sobre voto e coligações estaduais

A resolução eleitoral do Novo também impõe restrições quanto à propaganda. Dirigentes e candidatos estão proibidos de promover o voto nulo, branco ou a abstenção, mesmo em eleições onde o partido não apresente candidatos para determinados cargos. Essa norma busca garantir um engajamento consistente dos membros do partido com o processo eleitoral e a defesa de suas candidaturas.

Adicionalmente, o Diretório Nacional do Novo recebeu o poder de vetar coligações em nível estadual caso estas sejam consideradas incompatíveis com as diretrizes estratégicas ou ideológicas do partido. Essa prerrogativa visa assegurar que as alianças regionais estejam alinhadas com os objetivos gerais e a visão de mundo defendida pelo Novo, conforme informado pelo próprio partido.