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Amazonas

Professores do Amazonas sem plano de saúde: Sinteam aciona Justiça contra governo por dívida de R$ 52 milhões

Professores do Amazonas sem plano de saúde: Sinteam aciona Justiça contra governo por dívida de R$ 52 milhões

Professores do Amazonas são pegos de surpresa com suspensão do plano de saúde

A categoria dos professores do Estado do Amazonas enfrenta uma grave crise de saúde após a suspensão do plano de atendimento médico. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) denunciou a situação e entrou com uma ação civil pública na Justiça nesta segunda-feira (6).

O motivo da paralisação dos serviços é a **falta de pagamento por parte do governo estadual**, o que deixou milhares de trabalhadores da educação e seus dependentes sem acesso a consultas, exames e tratamentos médicos essenciais.

A ação judicial, que inclui um pedido de decisão urgente, busca obrigar o Estado a restabelecer o plano de saúde imediatamente. O sindicato argumenta que a interrupção do serviço coloca em risco a saúde de todos os servidores e seus familiares, especialmente aqueles em tratamentos contínuos. Conforme informação divulgada pelo Sinteam, a dívida do governo com a operadora do plano de saúde ultrapassa os R$ 52 milhões.

Dívida milionária e consequências devastadoras para servidores

A operadora do plano de saúde notificou o Estado sobre um débito de **R$ 52.296.123,06**, referente a faturas vencidas desde 2022. Em comunicado, a empresa informou que poderia suspender os atendimentos em até 24 horas caso os pagamentos não fossem regularizados. Na prática, o serviço já apresentava falhas significativas, com servidores relatando dificuldades em marcar consultas e o sistema de agendamento aparecendo como indisponível.

Para o Sinteam, essa interrupção é inaceitável e viola o direito fundamental à saúde, garantido pela Constituição. A situação é ainda mais alarmante, pois a suspensão atingiu professores em tratamento de doenças graves, como câncer, e gestantes que realizam pré-natal. Muitos servidores relataram ter chegado às unidades de saúde apenas para serem informados sobre a impossibilidade de realizar consultas ou procedimentos.

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Sindicato exige retomada imediata e alerta para riscos à saúde

O sindicato argumenta que a paralisação do plano de saúde fere o dever do poder público de manter serviços essenciais em funcionamento e pede que a Justiça determine a retomada imediata do serviço. Na ação, o Sinteam solicita que o Estado restabeleça o plano, garanta a continuidade dos atendimentos, não suspenda o serviço novamente e pague multa em caso de descumprimento.

O Sinteam ressaltou que não tem interesse em audiências de conciliação, considerando a urgência do caso e a gravidade do impacto na saúde dos trabalhadores. A entidade defende que a interrupção do serviço de saúde é uma violação direta aos direitos constitucionais dos servidores e de seus dependentes.

Governo do Amazonas se manifesta sobre a crise

Em resposta à crise, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), informou que **já está em tratativas para normalizar os serviços de atendimento aos servidores**. A pasta busca uma solução para a dívida acumulada e espera restabelecer o plano de saúde o mais breve possível.

Apesar da promessa de negociação, a situação ainda gera grande apreensão entre os professores, que dependem do plano para cuidados médicos contínuos e urgentes. A expectativa é que as negociações avancem rapidamente para evitar maiores prejuízos à saúde da categoria e de seus familiares.

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