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Voos para o Oriente Médio: Emirates retoma operações em Guarulhos, mas Qatar Airways mantém suspensão após guerra no Irã

Voos para o Oriente Médio: Emirates retoma operações em Guarulhos, mas Qatar Airways mantém suspensão após guerra no Irã

Voos para o Oriente Médio começam a ser parcialmente retomados em Guarulhos após guerra no Irã

A partir deste sábado (7), os voos com destino ao Oriente Médio, partindo do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, iniciam uma retomada parcial. A notícia traz um alívio cauteloso para passageiros e companhias aéreas, ainda sob o impacto da escalada de tensões na região.

Um primeiro sinal de normalização ocorreu na madrugada de sexta-feira (6), quando um avião da Emirates decolou rumo a Dubai. Contudo, a situação ainda é delicada, com outras companhias mantendo suas operações suspensas, gerando apreensão e desafios logísticos para muitos viajantes.

Desde o início da guerra no Irã, na semana passada, o aeroporto de Guarulhos registrou um número significativo de cancelamentos, afetando diretamente a mobilidade aérea internacional. A orientação para os passageiros é clara: manter contato com as companhias aéreas ou agências de viagem para buscar soluções como reembolso ou remarcação de passagens. Conforme informação divulgada pela concessionária do aeroporto, 57 voos foram cancelados desde o início do conflito.

Qatar Airways mantém voos para Doha suspensos

A Qatar Airways, por outro lado, informou que seus voos regulares com destino a Doha permanecem suspensos. A companhia aérea aguarda um comunicado oficial da autoridade de aviação civil do Catar para anunciar a reabertura completa e segura do espaço aéreo. Essa decisão impacta diretamente os planos de muitos viajantes que utilizam Doha como hub para outras conexões na região.

Brasileiros em Dubai relatam dias de medo e incerteza

Enquanto a operação aérea busca se reorganizar, a experiência de brasileiros que se encontram em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, tem sido marcada pelo medo e pela incerteza. O agravamento dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã levou ao fechamento temporário de aeroportos e ao cancelamento generalizado de voos. Mesmo com a reabertura gradual, a normalização completa das operações ainda é um desafio.

Uma família brasileira, que estava em Dubai para uma visita após uma viagem pela Itália, relatou ao g1 momentos de pânico. Ao ouvirem alertas de possíveis ataques, precisaram buscar abrigo imediato em áreas subterrâneas do prédio onde estavam hospedados. O alerta, enviado por celular com um som alto, instruía a procurar abrigo rapidamente devido a ameaças de mísseis.

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A família descreveu o susto de descer rapidamente do 54º andar do edifício com as crianças, buscando segurança no lobby e, posteriormente, no estacionamento subterrâneo. O retorno ao apartamento só era possível após novas mensagens indicarem uma melhora aparente na situação. Essa rotina de alertas tem gerado estresse e medo, especialmente por não estarem acostumados a um cenário de guerra.

O voo de retorno da família ao Brasil, originalmente marcado para 8 de março, foi cancelado e remarcado apenas para o dia 13. Diante da instabilidade, eles decidiram comprar novas passagens por conta própria para antecipar o retorno, buscando maior segurança. A situação é delicada, considerando que há cerca de 15 mil brasileiros na região.

Orientações e apoio em tempos de crise

O governo brasileiro tem divulgado orientações gerais para os cidadãos na região, incluindo telefones de emergência e sugestões de rotas de saída por países como Arábia Saudita ou Omã. O Consulado brasileiro tem utilizado suas redes sociais para alertar sobre os riscos e fornecer informações úteis.

Luiza Costa Russo, advogada especialista em Direito do Passageiro Aéreo, destaca a importância de priorizar a segurança e seguir as orientações das autoridades locais. Ela também recomenda que os brasileiros busquem apoio nas embaixadas ou consulados de seus países, e, se necessário, acionem o Ministério das Relações Exteriores para orientações e possíveis operações de repatriação.

A especialista explica que o fechamento do espaço aéreo por motivos de guerra é considerado força maior, o que limita a responsabilidade das companhias aéreas em relação a eventuais prejuízos. A complexidade na reorganização de passageiros após o cancelamento de múltiplos voos também é um fator a ser considerado, gerando uma alta demanda por novos assentos e dificultando soluções imediatas.

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