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Amazonas

Justiça dá 180 dias para Prefeitura de Manaus resolver áreas de risco ou realocar moradores

Justiça dá 180 dias para Prefeitura de Manaus resolver áreas de risco ou realocar moradores

Justiça determina prazo para Prefeitura de Manaus agir em áreas de risco

A Prefeitura de Manaus foi notificada pela Justiça para apresentar soluções em até 180 dias para a segurança de moradores em áreas de risco na capital. A decisão, confirmada em 20 de fevereiro de 2026, atende a um pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e visa reduzir a vulnerabilidade de populações expostas a desastres.

A ação civil pública, ajuizada pelo MPAM em 2024, busca forçar o poder público a implementar políticas eficazes de monitoramento e prevenção. Após recursos apresentados pelo município serem rejeitados, a sentença original ganhou força, estabelecendo obrigações claras para a prefeitura.

O objetivo é garantir a segurança dos cidadãos, evitando tragédias como as que têm ocorrido em outras partes do país. A notícia foi divulgada pelo g1, que buscou contato com a prefeitura para obter posicionamento sobre o cumprimento da ordem judicial.

Obrigações e Prazos Definidos pela Justiça

A 1ª Vara da Fazenda Pública de Manaus determinou que o município apresente um plano de engenharia para mitigar os riscos em áreas classificadas como de **alto** e **muito alto** perigo. Este plano deve ser entregue em até 180 dias, contados a partir da intimação na fase de cumprimento de sentença.

Caso as obras de engenharia não sejam consideradas viáveis, a prefeitura terá a responsabilidade de **retirar ou realocar os moradores** para locais seguros. Além disso, as famílias afetadas deverão ser incluídas em programas de assistência social, garantindo suporte durante o processo de mudança e adaptação.

Histórico da Ação e a Importância da Decisão

A ação civil pública foi iniciada pelo Ministério Público em 2024, impulsionada pelo aumento das demandas relacionadas a áreas vulneráveis na capital amazonense. O promotor de Justiça Paulo Stélio Sabbá Guimarães, da 63ª Promotoria Especializada na Proteção e Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), destacou que a decisão inicial favorável ao MP já havia sido proferida em 2025.

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“Obtivemos uma decisão favorável em 2025, julgando procedente a ação do Ministério Público e determinando que o município implementasse políticas públicas voltadas ao monitoramento e à prevenção de desastres em áreas de risco. Infelizmente, o Executivo recorreu e entrou com embargos, o que procrastinou a execução da sentença”, explicou o promotor.

Prevenção de Desastres como Prioridade

Com a rejeição dos embargos pela Justiça, a sentença volta a ter validade, embora ainda caiba recurso por parte do município. O promotor ressaltou a importância da medida para **evitar tragédias** em Manaus, citando exemplos recentes de desastres em outras cidades brasileiras.

“O importante é que temos uma diretriz a seguir, que é a implementação dessas políticas públicas. Se o município cumprir a determinação judicial, a sociedade poderá contar com uma solução voltada exatamente para o monitoramento e prevenção de desastres, como o que vimos agora em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e que não queremos que aconteça, evidentemente, aqui na nossa cidade”, afirmou Guimarães.

Posicionamento da Prefeitura Aguardado

O portal g1 entrou em contato com a Prefeitura de Manaus para saber sobre a notificação da decisão e se há intenção de recorrer ou cumprir as determinações judiciais dentro do prazo estipulado. Até o fechamento desta matéria, **não houve resposta** por parte do executivo municipal.

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