Sindicalistas buscam consenso com a CUT para ato unificado do Dia do Trabalho e fortalecer campanha de reeleição de Lula

Lideranças de diversas centrais sindicais estão empenhadas em convencer a CUT (Central Única dos Trabalhadores) a participar de um ato unificado no Dia do Trabalho em São Paulo. O argumento central é a **importância estratégica do evento para a campanha de reeleição do presidente Lula**, visando demonstrar força e unidade da classe trabalhadora.

A manifestação, que pode acontecer na praça Campo de Bagatelle, zona norte paulistana, como no ano anterior, busca reunir o maior número de trabalhadores e entidades. A participação da CUT, considerada a maior central sindical do país, é vista como crucial para o sucesso do evento.

No entanto, a CUT tem demonstrado resistência em participar de atos que ofereçam sorteios como forma de atrair público. No ano passado, um evento similar organizado pela Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Nova e Públca sorteou dez veículos da Volkswagen, e a CUT participou apenas como convidada. Conforme informação divulgada pelas fontes, essa resistência é um dos principais obstáculos para a adesão.

Apelos por unidade em ano eleitoral

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, enfatiza a necessidade de união. “Em um ano de eleição é ainda mais importante a participação e a presença de todas as centrais. A Força Sindical vai trabalhar para o 1º de maio unitário”, declarou. A busca é por um 1º de Maio unitário, onde todas as vertentes do movimento sindical estejam presentes.

Argumentos em defesa da participação da CUT

Adilson Araújo, da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), defende a participação da CUT ao citar medidas do governo Lula. Ele enumera benefícios como a isenção do Imposto de Renda para ganhos de até R$ 5.000 e a política de reajuste do salário mínimo. “Acho que esses fatores são determinantes para a consecução de 1º de Maio unitário com a CUT junto”, argumenta Araújo. Ele ressalta ainda a importância de preparar a classe trabalhadora para as próximas disputas políticas. “Temos que nos convencer de que a batalha política de 2026 será épica e histórica. Devemos cumprir nosso papel de organizar as lutas da classe trabalhadora.”

Vitória apertada em 2022 reforça necessidade de união

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), relembra a eleição presidencial de 2022, onde Lula venceu com uma margem estreita. “Na eleição passada, trabalhamos bastante e foi uma vitória com pequena diferença. O Bolsonaro queria exterminar o movimento sindical, um pilar da democracia, enquanto o Lula nos ouve, aprovando nossas demandas”, afirma Patah. Ele destaca a importância de **manter a base sindical mobilizada e unida** para garantir a continuidade das políticas favoráveis aos trabalhadores.

CUT mantém silêncio sobre participação

Apesar dos apelos e argumentos apresentados pelas demais centrais, a CUT, quando procurada, não se manifestou sobre sua possível participação no ato unificado do Dia do Trabalho. A resistência aos sorteios e a estratégia de participação em eventos ainda são pontos de debate interno na maior central sindical do país.