Prefeito de Manaus, David Almeida, detalha aumento milionário em contrato com Hapvida, citando crescimento de servidores e aditivos contratuais.
O valor do contrato entre a Prefeitura de Manaus e a operadora Hapvida para o plano de saúde dos servidores municipais mais que dobrou, saltando de R$ 45 milhões para R$ 119 milhões. O prefeito David Almeida (Avante) atribuiu o expressivo aumento ao crescimento no número de servidores atendidos e à previsão contratual para aditivos.
A declaração do prefeito veio após a divulgação de documentos que apontavam para uma manobra no pregão eletrônico e a inclusão de um aditivo após o processo licitatório. Almeida, no entanto, defendeu que a contratação inicial, após licitação, previa cerca de 32 mil servidores e um valor aproximado de R$ 109 milhões, com cláusulas para ajustes.
Segundo o prefeito, o contrato já contemplava a possibilidade de aditivos conforme o aumento no número de beneficiários, com acréscimos por cada mil novas vidas incluídas. Conforme informação divulgada pela Rede Amazônica, o contrato com a Hapvida chegou a R$ 119 milhões para o ano de 2026, atendendo atualmente cerca de 47 mil servidores municipais.
Entenda a evolução do valor do contrato
A licitação inicial apresentou um lance de R$ 45 milhões da Hapvida, após uma concorrente ofertar R$ 48 milhões. Contudo, uma decisão favorável no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) permitiu que o contrato retornasse ao valor originalmente proposto pela Hapvida, de R$ 108 milhões.
O prefeito David Almeida explicou que, com o crescimento no número de beneficiários e a aplicação de um aditivo de 10%, o valor total do contrato atingiu aproximadamente R$ 119 milhões. Ele destacou que o custo médio por servidor é de cerca de R$ 211, um valor considerado baixo em comparação com a contribuição paga pelos próprios servidores, que varia entre R$ 68 e R$ 1,2 mil.
Comparativo com gastos anteriores e rede pública
Almeida ressaltou que o custo médio pago pela prefeitura coloca o plano contratado entre os mais acessíveis do país. Ele também mencionou que essa política tem contribuído para a **redução da demanda por atendimentos na rede pública municipal de saúde**.
Para contextualizar, a Lei Orçamentária Anual do Município (LOAM) indicou que, em 2024, foram gastos R$ 83 milhões com o ManausMed, serviço que gerenciava os gastos de saúde dos servidores. Este valor é **43% menor** do que o valor pago atualmente para a Hapvida, segundo os dados apresentados.
O que diz o contrato sobre aditivos
O prefeito enfatizou que o contrato com a Hapvida foi firmado com a previsão de acréscimos conforme o aumento no número de vidas. Essa cláusula, segundo Almeida, é fundamental para **acomodar o crescimento da base de servidores beneficiados** pelo plano de saúde municipal.
Ele argumentou que a **gestão de saúde dos servidores públicos** é um compromisso da prefeitura, e que o valor atual, embora elevado, reflete o aumento da cobertura e a busca por um serviço de qualidade. A comparação com o custo médio e a contribuição dos servidores visa demonstrar a **vantagem econômica** do plano oferecido.