Renan Santos, fundador do MBL, adota discurso inflamado em busca de projeção eleitoral

Em uma estratégia clara para impulsionar sua pré-candidatura à Presidência da República e fortalecer o recém-criado partido Missão, originado do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos tem optado por discursos carregados de inflamada retórica e posições extremas em suas redes sociais. Essa escalada discursiva é vista como uma aposta do MBL para superar as barreiras eleitorais, como a baixa representatividade no Congresso e o limitado tempo de propaganda televisiva.

As declarações de Renan Santos têm gerado polêmica, com propostas controversas sobre segurança pública e críticas contundentes a figuras políticas. A tática visa capturar a atenção do eleitorado, especialmente o jovem masculino, conhecido como a “geração Z”, que o pré-candidato espera conquistar.

As informações foram divulgadas em reportagem, que detalha as recentes falas do líder político. Renan Santos busca se destacar em um cenário eleitoral competitivo, apostando em uma comunicação direta e provocativa para mobilizar seus apoiadores e atrair novos seguidores para o projeto do partido Missão.

Defesa da execução de criminosos e ataque a Flávio Bolsonaro

Renan Santos expressou publicamente a defesa da execução de criminosos, afirmando que “vagabundo se trata na bala, se mata, se elimina”. Ele comparou a necessidade de combater facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho à caça a cangaceiros históricos. “Vamos fazer isso com o PCC, o Comando Vermelho, o Sindicato do Crime”, declarou.

Em outra declaração polêmica, Renan Santos classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como “traidor” e afirmou que ele “tem que morrer”. “O traíra tem que morrer, e o traíra é o Flávio Bolsonaro. Ele precisa ser destruído, e eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”, disse o pré-candidato.

Proposta de intervenção no Maranhão e produção de armas nucleares

Ao abordar a região Nordeste, onde o partido Missão tem investido esforços, Renan Santos criticou a classe política do Maranhão, definindo-a como “um lixo”. Ele defendeu a necessidade de uma intervenção federal no estado, com a nomeação de um interventor para “melhorar o IDH”.

Renan Santos também se manifestou sobre a produção de armas nucleares pelo Brasil, ao lado do deputado federal Kim Kataguiri (União). Kataguiri é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa autorizar o país a produzir bombas atômicas “para fins pacíficos”. Essa posição reforça a linha extremista adotada pelo MBL e pelo partido Missão.

Estratégia eleitoral e baixa pontuação nas pesquisas

Apesar da radicalização do discurso, Renan Santos tem pontuado baixo nas pesquisas de intenção de voto, raramente ultrapassando os 3%. No entanto, ele aposta no crescimento de sua candidatura ao mirar especificamente o eleitorado jovem masculino.

A escolha de cidades como Mossoró (RN), conhecida por sua história de resistência a cangaceiros, para expor suas ideias sobre segurança pública, evidencia a estratégia de associar sua imagem a uma postura de “ordem e punição”.